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Parauapebas e Marabá somam quase 80 mil pessoas sem ocupação

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De acordo com os números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dentro dos 11,4 milhões de desempregados a vagar Brasil adentro, temos o Estado de São Paulo, o rei do desemprego no país, com 2,89 milhões de desocupados. De cada quatro desempregados no país, um está em São Paulo. É o equivalente a abarcar uma população do tamanho de duas cidades de Belém cheias de gente de cara para cima.

Também está em São Paulo a cidade com mais gente ociosa: a capital do Estado. Por lá, há 718 mil desempregados – o equivalente a três Parauapebas e meio entupidos de pessoas sem perspectiva. A Região Metropolitana de São Paulo, a mais populosa das Américas, também está com 1,46 milhão de desocupados, praticamente uma cidade de Belém inteira. Um verdadeiro horror.


Aqui no Pará, são 380 mil desempregados, praticamente dois Parauapebas de desempregados. Na capital do Estado, Belém, há 95 mil desocupados, o equivalente à metade da população urbana de Parauapebas – ou uma cidade de Tucuruí. Na Região Metropolitana de Belém, são 158 mil desempregados, o mesmo que cinco cidades de Canaã dos Carajás lotadas de cidadãos ociosos.

Apesar de os números da Pnad Contínua fazerem alusão apenas ao Brasil em níveis de estados, regiões metropolitanas e capitais, é possível levantar o número de desempregados dos municípios brasileiros a partir de outras fontes, como o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, que tem atualização mensal.

MARABÁ E PEBAS

Marabá, o mais populoso município do Sudeste Paraense, tem hoje 40 mil desocupados (com idade superior a 10 anos, conforme classificação do IBGE), número extremamente elevado quando se considera que sua População Economicamente Ativa (PEA) é de 124,5 mil pessoas.

De 2008 para cá, depois da crise financeira mundial e com o declínio das guseiras, Marabá perdeu milhares de postos de trabalho com carteira assinada e, por tabela, a derrocada das siderúrgicas atingiu outros setores, que também passaram por instabilidade e a demitir em massa. Nesse período, contudo, houve substancial aumento no número de servidores públicos, de maneira que pelo menos 5 mil foram empossados no município nas diversas esferas e poderes, a maioria deles lotados no magistério superior.

Apesar disso, Marabá viu decrescer seu número de empregos totais de 50,5 mil em 2013 (auge da força de trabalho) para 48,1 mil. Atualmente, a massa salarial circulante em Marabá é, por mês, de R$ 96,44 milhões, conforme o Ministério do Trabalho e Emprego.

Já em Parauapebas, a situação pouco se difere, mas é nele onde o desemprego é sentido de maneira mais severa, visto sempre ter sido considerado um lugar de oportunidades.

No município, que tem hoje 96,1 mil pessoas economicamente ativas, aproximadamente 37 mil estão de cara para cima. É o município com a maior taxa de desocupados da região de Carajás. O pior baque foi o incremento de 8.250 desempregados em sua base de dados entre os anos de 2015 e 2016.

Para piorar a situação, a renda do trabalhador parauapebense com carteira assinada caiu 25% nos últimos três anos, sendo que muitas pessoas, para não perderem o posto, optam por ganhar metade do salário de cinco anos atrás.

Em 2012, auge da empregabilidade de Parauapebas, havia 48,5 mil empregos formais no município. Atualmente, esse número caiu para 47,8 mil – quando o natural seria ter aumentado para, pelo menos, 50 mil.

A força de trabalho movimenta mensalmente R$ 131,48 milhões em salários, muito mais que a de Marabá. Esse poder se deve, majoritariamente, à média salarial nos estabelecimentos privados que, apesar de ter caído bastante nos últimos três anos, ainda faz de Parauapebas um dos municípios com salários mais atrativos no Norte do Brasil.

Reportagem: André Santos – Colaborador do Portal Pebinha de Açúcar

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