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Parauapebas está literalmente pegando fogo e unidades de saúde lotam

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Com o início do verão amazônico, começaram as queimadas na região sudeste do Estado, que causam danos não só ao meio ambiente, como a saúde das pessoas. Em Parauapebas, as queimadas na área urbana mais que triplicaram a partir do mês de julho, com uma média de 15 focos de grande e média proporção por dia, segundo dados do 23º Grupamento do Corpo de Bombeiros.

A fumaça e a fuligem invadem as casas. Com isso, a poluição já aumentou em mais de 30% os atendimentos na UPA e Pronto Socorro Municipal, principalmente de pessoas com problemas respiratórios, segundo a Secretaria Municipal de Saúde.


De acordo com o Corpo de Bombeiros, diante da grave situação, as equipes têm-se desdobrado para atender a demanda de incêndios e focos na cidade. “Parauapebas está literalmente pegando fogo e as pessoas continuam insistindo nessa prática, que infelizmente é danosa ao meio ambiente e todos nós”, lamenta o soldado Braga, que só na última quinta-feira (28), juntamente com sua equipe, atendeu mais de cinco ocorrências de incêndio.

Uma dos registros aconteceu em um terreno baldio às margens da rodovia Faruk Salmen, próximo ao Morro dos Ventos, onde fica a sede do Grupo CORREIO de Comunicação. Para o soldado Braga, o incêndio foi criminoso.

Alguém ateou fogo à vegetação, que está bastante seca devido a estiagem, e as chamas se alastraram rapidamente e começaram a atingir um prédio onde funciona uma loja de assistência técnica de eletrodomésticos. Os funcionários entraram em pânico e chamaram o Corpo de Bombeiros, pois a fumaça invadiu rapidamente a loja e o calor era insuportável.

Ainda segundo o soldado, o Grupamento do 23º CBM de Parauapebas conta com três viaturas de combate a incêndio, sendo duas para ações na para urbana e uma para atuar em combate a incêndios florestais. “Todos os dias estamos atendendo, no mínimo, 15 ocorrências de maior gravidade. Mais há aqueles focos de incêndio menor, que não representam risco de tragédia, mas contribuem para a poluição do meio ambiente”, ressalta Braga.

Além das margens de ruas, estradas e rodovias e terremos baldios, os incêndios estão acontecendo também nas encostas dos morros, acabando com a vegetação e matando animais que habitam essas áreas. No Morro dos Ventos três incêndios seguidos destruíram toda vegetação que existia.

Para ele, a população precisa se conscientizar que as queimadas são um mal para todos. “Mesmo com companhas e outras orientações, a população continua fazendo uso do fogo para queimar lixo e limpar terrenos. Infelizmente, enquanto não mudarem esse hábito, todos serão penalizados”, lamenta.

Reportagem: Tina Santos / Grupo Correio de Comunicação

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