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Parauapebas joga amanhã contra o Cametá no Rosenão e só terá o goleiro reserva à disposição no banco

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Na primeira rodada do primeiro turno do Campeonato Paraense, o Parauapebas Futebol Clube (PFC) calou o Estádio Mangueirão ao vencer o tradicional Clube do Remo por 2 a 1. Pela rodada atrasada do segundo turno, na noite de quarta-feira (08), o Pebas não se intimidou com o Paysandu e goleou os bicolores por 3 a 1, em plena Curuzu.

Poderíamos considerar resultados do acaso, se não fosse pelo fato de que o “Trem de Ferro” foi derrubando os seus adversários um por um até chegar à final da Taça Cidade de Belém. Após ficar no empate em 0 a 0 com o Independente, o PFC acabou perdendo o título nas cobranças de penalidades.


Com um futebol correto, justo, compacto e de toque de bola, o Parauapebas superou a todas as desconfianças de um clube estreante na fase principal do Parazão e hoje é a equipe que joga o melhor futebol. E o homem que está por trás deste trabalho chama-se Leonardo de Souza Barbosa, ou Léo Goiano no mundo da bola.

Léo Goiano é técnico profissional há seis anos e já acumula um acesso à Série C do Brasileiro pelo Araguaína-TO, em 2010. Chegou ao Parauapebas no segundo semestre e de cara conquistou o título da Taça ACLEP, credenciando o “Trem de Ferro” para a fase especial do estadual pela primeira vez.

Para o treinador, o sucesso da equipe parte de uma postura honesta, conhecimento em administração e também do método de trabalho que aplica nos treinamentos. ‘A característica que a gente tem é de ser muito honesto no vestiário com os atletas. É uma característica que todo líder deve ter. A honestidade, enfrentar bem os problemas, as adversidades, e procurar gerir da melhor forma possível os recursos que temos à disposição. Quando temos poucos recursos, você precisa fazer mais com menos. E a minha metodologia de trabalho é a periodização tática. É uma metodologia estruturada no jogo, você treina o tempo todo o jogo. Você joga o que você treinou’, explicou Léo Goiano.

Mas para que um bom trabalho seja desenvolvido dentro de campo o treinador precisa de atletas capacitados, e foi isso que Léo Goiano fez ao montar o elenco do Parauapebas. Do enxuto grupo de 16 atletas, quatro são peças fundamentais para o grupo: o goleiro Paulo Rafael (ex-Paysandu), o zagueiro Negrete (ex-Remo), o meia Juninho e o atacante Célio Codó. Desses, Juninho é o principal destaque e responsável pelas principais jogadas do “Trem de Ferro” na competição. Só que montar este elenco, o treinador precisou se utilizar de sua credibilidade no mercado da bola para convencer alguns de seus atletas a desembarcar no Pará. ‘Todos os atletas fui eu quem trouxe. Isso porque é conhecimento de mercado e grandes partes desses atletas já haviam trabalhado comigo em outros clubes. Pra isso acontecer você tem que ter credibilidade e a gente considera que isso foi fator determinante para que os atletas aceitasse o desafio para vir para o Pará’, disse o treinador.

Mesmo com chances reais de classificação, Léo Goiano quer manter os pés nos chão. Para a última partida da fase classificatória do segundo turno, o treinador do Pebas terá desfalque de cinco jogadores. O treinador culpa o árbitro Marco Antônio Mendonça da maioria dos desfalques, já que o mediador distribuiu cinco cartões amarelos e um vermelho para os jogadores do Parauapebas. ‘Vou ser muito sincero, não vou criar expectativas.  Com a arbitragem desastrosa no quesito disciplinar, eu perdi cinco atletas para a próxima partida. O meu elenco tem 16, então tenho 11 atletas para começar o jogo e não vou ter um para substituição, só um goleiro. Eu vou com os garotos da cidade, e os garotos da cidade não conseguem ter o mesmo rendimento. Não temos tempo para treinar, então vamos visualizar com muita dificuldade, nós e a diretoria já prevíamos isso’, declarou Léo Goiano, que motivará seus jogadores para a ‘decisão’ do próximo domingo. ‘Vai ser difícil, porém a nossa ambição, do grupo e dos atletas, pede algo a mais. Então vamos buscar com todas as nossas forças, com toda a nossa energia essa possibilidade que temos de classificação’, concluiu.

Reportagem: ORM News

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