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PARAUAPEBAS: Preço do peixe está em alta com a proximidade da “Semana Santa”

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Estamos próximo da “Semana Santa”, pelo costume católico muitas pessoas não comem carne vermelha e a procura pelo peixe aumenta, deixando o produto mais caro para o bolso do parauapebense.

O consumidor neste período do ano já olha a prateleira com muita atenção, pois já sabe que o preço de alguns itens como batata, ovos, azeitona e peixe ficam mais salgados que o bacalhau vindo da Noruega.


Mas, muitos paraenses optam por fazer penitências em nome da fé. Uma das mais comuns é deixar de comer carne vermelha durante os 40 dias; o que faz com que a procura por peixes aumente consideravelmente neste período.

De acordo com os proprietários de algumas peixarias, para conseguir atender a demanda, eles acabam exportando de outros estados o peixe para que não falte na mesa das famílias parauapebenses.

O senhor Carlos Campelo, que já trabalha com vendas do pescado há mais de 50 anos, explica que nesse período o produto já chega mais caro e é necessário repassar para o consumidor.
“Este ano a Sempror fez um trabalho que não vai faltar peixe produzidos aqui, como o Tambaqui, mas outros peixes como o Tucunaré, temos que trazer de Tucuruí ou do Maranhão”, afirma o peixeiro.

Para a dona Alexandra Martins, apesar do preço do peixe pesar no bolso, afirma não deixar de consumir, pois é tradição de sua família de não comer carne de gado ou porco na quaresma, e não tem para onde fugir, é peixe todos os dias.
“Toda minha família só comia peixe, começamos na quarta feira de cinzas até o domingo de Páscoa. Para não fugir da tradição fazemos uma pesquisa e compramos peixe mais barato, se não o bolso não aguenta”, afirma Alexandra.

Mas algumas pessoas que respeitam à tradição católica e deixam de comer carne vermelha, mas optam comer frango e arremata com o peixe no final da Quaresma. É o caso da simpática aposentada, Luciene Córtes, que deixa para comprar o peixe só na sexta-feira santa.
“Sou aposentada e tenho diabetes, optei em consumir mais verduras e frango para não ficar apertada até o final do mês, na sexta-feira compro tudo para preparar uma bacalhoada, e assim chamo todos da família e desfrutamos de um delicioso almoço”, diz toda sorridente a aposentada

O economista Marco Antônio Silva, garante que a alta destes produtos nesta época da Páscoa se deve realmente a oferta e demanda.
“A logística para armazenar e transportar o peixe é grande e na hora de transportar entra neste cálculo a gasolina, o frete, a refrigeração, tudo termina impactando no valor final e quem paga é o consumidor” ressalta o economista.

Marco Antônio também garante que a melhor arma que a população tem em mãos é a pesquisa antes de comprar, e na hora não custa nada pechinchar, pois quem não chora não leva o peixe mais barato.

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