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Parauapebas tem rombo de quase R$ 5 bilhões, o maior do Brasil em 2014

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Por diversas vezes, em várias publicações, feitas no Portal Pebinha de Açúcar, foi antecipado em 2014 e 2015: o Produto Interno Bruto (PIB) do município de Parauapebas vai cair drasticamente, observando-se o andar da carruagem econômica daquela conjuntura.

Não deu outra. Na manhã desta quarta-feira (14), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou a pesquisa de produção de riquezas dos municípios brasileiros, com referência a 2014, e Parauapebas é simplesmente o lugar do país que sofreu o maior rombo econômico em um ano (de 2013 para 2014): quase R$ 5 bilhões. É, entre as grandes economias nacionais, o município que mais perdeu posições, rolando do 35º lugar, em 2013, para o 52º, e o único a ficar agressivos 25% mais pobre em apenas 12 meses. Uma catástrofe no meio da década.


O PIB municipal caiu de R$ 20,2 bilhões para R$ 15,57 bilhões, baixa que se justifica pela dependência local à indústria extrativa mineral da empresa multinacional Vale, que está há pelo menos três décadas retirando riquezas minerais do solo de Parauapebas. Sem a Vale, contudo, certamente a “Capital do Minério” não ouviria falar em PIB tampouco tivesse milhões de reais a perder, muito menos bilhões.

PIB E RECEITA

É necessário, ainda assim, diferenciar a queda do PIB, registrada pelo IBGE, da queda de exportações ou da queda de receitas da prefeitura. PIB, exportações e receitas andam, por vezes, juntos e misturados, mas não são obrigados a depender um do outro.

No caso de Parauapebas, de onde a Vale extrai minérios de ferro e manganês para venda ao mercado exterior, o PIB está atrelado, fatalmente, às exportações. Quando o valor das commodities cai no mercado externo, ainda que a Vale bata recorde de produção física, o produto final disso — que se traduzirá em moeda corrente — vai cair também. Mas a receita da prefeitura não necessariamente diminui.
Um exemplo dessa dissociação ocorreu aqui mesmo em Parauapebas. Entre 2011 e 2012, o PIB local caiu (de R$ 21,01 bilhões para R$ 19,08 bilhões), porém a receita de sua prefeitura aumentou de R$ 682 milhões para impressionantes R$ 905,5 milhões — ou seja, a receita realizou o movimento inverso ao PIB no mesmo ano.

Na prática, o que ocorreu com a produção de riquezas de Parauapebas é que, apesar de a Vale aumentar de forma voraz a produção (retirada) de minérios, os valores pagos por esses minérios lá fora caíram drasticamente entre 2014 e a metade deste ano. Isso derrubou o PIB, cuja pesquisa tem carência de dois anos, isto é, o dado divulgado em 2016 se refere à conjuntura econômica de dois anos atrás.

Ano que vem, na divulgação de dezembro, o PIB irá encolher mais uma vez, tendo em vista que 2015 foi um ano terrível para o mercado de minério de ferro, com o preço da tonelada chegando ao fundo do poço em duas décadas: 38,54 dólares há exatamente um ano.

Reportagem: André Santos / Colaborador do Portal Pebinha de Açúcar

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