Policiais condenados pelo massacre de Eldorado do Carajás podem ter penas extintas

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O presidente Jair Bolsonaro disse a jornalistas no último sábado, 31, que pretende conceder indulto para os policiais que participaram do massacre de Eldorado do Carajás, em abril de 1995, no Pará. O indulto é uma forma de extinguir o cumprimento de pena.

Além dos policiais envolvidos no massacre de Carajás, Bolsonaro revelou a intenção de conceder o benefício também para os policiais envolvidos no massacre de Carandiru e no episódio do ônibus 174, ambos no Rio de Janeiro.


As declarações foram dadas durante um almoço no quartel general do Exército, mas a conversa não pôde ser gravada nem anotada.

Bolsonaro, que já havia falado ao longo da semana sobre o plano de fazer um indulto para policiais e que incluiria “nomes surpreendentes”, está pedindo a todos os comandantes dos estados a relação de policiais que podem ser beneficiados com o indulto.

O massacre

Em Eldorado do Carajás, em abril de 1996, 1,5 mil sem-terra marchavam em direção a Belém em um protesto contra a demora da desapropriação de terras, e acamparam na rodovia PA-150.

A Polícia Militar foi acionada para desbloquear a via. Enquanto os sem-terra usavam paus e pedras para conter a ação dos PMs, os policiais revidaram com tiros. O confronto deixou 19 mortos e mais de 60 feridos.

Bolsonaro, que já havia falado ao longo da semana sobre o plano de fazer um indulto para policiais e que incluiria “nomes surpreendentes”, está pedindo a todos os comandantes dos estados a relação de policiais que podem ser beneficiados com o indulto.

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