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Prefeitura realiza desocupação de área sem ordem judicial e populares ficam “jogados” na rua

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A Prefeitura Municipal de Parauapebas, por meio da Secretaria Municipal de Habitação realizou uma operação que deixou dezenas de famílias praticamente jogadas no meio da rua, na manhã desta quarta-feira (24).

Trata-se da desocupação de uma área de preservação permanente que fica localizada no bairro Jardim Tropical e que foi invadida por dezenas de famílias sem-teto que não têm onde morar, e consequentemente construíram barracos na área.


Para que a desocupação fosse realizada com sucesso, homens da Secretaria Municipal de Urbanismo (SEMURB), acompanhados de funcionários da empresa Clean Gestão Ambiental e a tropa do Grupo Tático da Polícia Militar chegaram ao local e comunicaram aos moradores que a área seria desocupada. Muitos dos populares só tiveram tempo de colocar seus pertences pessoais nas ruas e momentos depois, as máquinas derrubaram as estruturas das casas, deixando várias famílias desoladas e sem ter para onde ir.

Manifestação
No momento da desocupação, dezenas de populares estavam indignados pelo fato da Secretaria Municipal de Habitação (SEHAB), não ter comunicado aos moradores com antecedência que os mesmos iriam precisar desocupar a área.

Uma comissão formada pelos moradores da área de preservação permanente se reuniu no local e decidiu que a qualquer momento irá fazer uma onda de manifestação pela cidade, inclusive interditando a portaria de acesso à Carajás, contra a decisão tomada por Maquivalda Aguiar, atual titular da Secretaria Municipal de habitação.

Presente na desocupação, o vereador Bruno Soares (PP) tentou de todas as formas interromper a ação da Prefeitura, inclusive acionando o Juiz Líbio Moura, porém não obteve sucesso e todos os moradores foram tirados da área e seus barracos foram derrubados por homens e máquinas da Secretaria Municipal de Urbanismo e da empresa Clean Gestão Ambiental.

Indagado pela reportagem sobre a ação da prefeitura, o parlamentar foi enfático e afirmou:

“I. Não havia ordem judicial; II. Não havia presença de assistentes sociais para acompanhamento; III. Não foi aplicado os mecanismos de proteção social como o aluguel social, aprovado pela Câmara Municipal para atender as famílias que necessitam. Posso afirmar que há muitas mães de famílias que não têm para onde ir; IV. Não deixaram nem os moradores desmontarem as casas para aproveitamento do pouco que tinham”, destacou o parlamentar que acompanhou de perto a desocupação da área de proteção permanente no bairro Jardim Tropical.

Confira as fotos:

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