Quantidade de crianças com obesidade infantil alerta médicos na pandemia

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No Brasil, existem 4,4 milhões de crianças e adolescentes acima do peso ideal e com risco de desenvolver hipertensão diabetes e cardiopatias

O aumento do número de casos de crianças que estão com excesso de peso ou que apresentam um quadro de obesidade tem preocupado a comunidade médica e reacendido o alerta para as consequências do problema. De acordo com a Associação Brasileira para Estudos da Obesidade e da Síndrome Metabólica, nos últimos treze anos, a taxa da população obesa saltou em 67,8%, no país. Dados do Ministério da Saúde apontam que 12,9% das crianças entre cinco a nove anos de idade estão obesas; bem como 7% dos adolescentes entre 12 a 17 anos de idade. Estes números levam em consideração 4,4 milhões de crianças e adolescentes atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).


Com a pandemia estes índices parecem ter ganhado ainda mais força, pelo menos é o que já observam médicos e especialistas em seus consultórios. A pediatra Alinne Barros, é uma das profissionais que têm alertado pais e mães sobre os riscos dos filhos estarem acima do peso, muitas com quadro de obesidade. “O fato das crianças estarem mais tempo em casa, sedentárias, sem contato com outras pessoas, fez com que elas acabassem desenvolvendo uma compulsão alimentar muito grande e de difícil controle”, atenta. “Os pais não sabem o que fazer. As crianças estão comendo absurdamente fora de controle”, reforça.

A especialista explica que fatores genéticos e doenças de base podem deixar meninos e meninas propensos a desenvolver obesidade. Crianças que sofrem de hipertireoidismo, que é uma metabólica, têm grandes chances de ficarem obesas. “É preciso investigar o que está levando aquela criança a ganhar peso. A obesidade infantil é preocupante porque ela vai desencadear outros problemas que vão afetar a saúde. Elas podem ficar hipertensas, adquirir diabetes ou manifestar alguma cardiopatia e ficar dependente de medicações”, sinaliza Alinne, que atua no Sistema Hapvida.

Aline Barros, médica pediatra

 

“É importante lembrar que não existem remédios para combater ou tratar a obesidade. Isto é feito com hábitos e alimentação saudáveis”, frisa a médica.

Covid-19

Outra preocupação da pediatra Alinne Barros em relação a obesidade infantil é com este período de pandemia de covid-19. Isto porque a infecção provocada pelo coronavírus é uma doença multissistêmica e pessoas obesas – sejam adultas ou crianças – podem apresentar elevado grau de comprometimento. “Não é só adulto e idoso que morre em decorrência de covid-19, crianças também. Meninos e meninas com excesso de peso e obesas podem manifestar complicações no quadro. Este risco tem feito muitos pais atentarem para o peso dos filhos”, ressalta.

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