Publicidade

Recomendações visam controle e combate da leishmaniose visceral

O Ministério Público do Estado do Pará emitiu recomendação a três prefeituras do sudeste do paraense visando acompanhar e fiscalizar de forma continuada, políticas públicas relacionadas ao controle e combate da leishmaniose visceral. Os municípios são Marabá, Bom Jesus do Tocantins e Nova Ipixuna.

A leishmaniose visceral é uma doença infeciosa que, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), possui alto coeficiente de detecção e capacidade de produzir deformidades. A promotora de justiça, Mayanna Silva de Souza Queiroz, autora das recomendações, destaca que nos municípios de Marabá, Bom Jesus do Tocantins e Nova Ipixuna existem vários cachorros abandonados e portando o vírus transmissor da doença.


Diante da situação de saúde pública, a promotora recomendou às prefeituras que, no prazo de 30 dias, providenciem a regularização das vistorias dos agentes comunitários de saúde nesses municípios, principalmente nos locais de risco iminente.

As prefeituras também deverão estabelecer um cronograma de vistorias nas residências além de promover a capacitação dos enfermeiros e médicos dos postos de saúde e hospitais. Deverão ainda realizar, com absoluta prioridade, exames sorológicos dos moradores das casas onde houver animais positivados.

O MPPA também recomenda que as prefeituras realizem vistorias nos bairros dos municípios onde já existem casos registrados da doença, a fim de combater possíveis focos. Os abrigos de animais deverão ser higienizados periodicamente.

Para aqueles pacientes que já infectados pela leishmaniose visceral as prefeituras deverão realizar o acompanhamento médico regular, durante 12 meses. E promover campanhas informativas orientando a população sobre os riscos da doença e as ações que estão sendo realizadas para o combate da doença.

Aos prefeitos, secretários municipais de meio ambiente e  secretários do serviço de saneamento ambiental desses municípios o MPPA recomendou que os mesmos providenciem, com o apoio da secretaria municipal de agricultura, a identificação e plantio de árvores que são repelentes naturais nas regiões endêmicas; que realizem o manejo ambiental por meio de limpeza de terrenos; realizem a poda de árvores a fim de evitar as condições favoráveis (temperatura e umidade) ao desenvolvimento de larvas; além de providenciar o destino adequado do lixo orgânico.

A recomendação do MPPA também tem orientações ao Departamento de Vigilância e Saúde e Centro de Controle de Zoonoses de cada município. Os responsáveis por esses órgãos deverão promover o levantamento entomológico sobre a situação atual da leishmaniose nestes municípios, a fim de promover o diagnóstico e controle da doença. Deverão realizar a borrifarão residual de inseticida das casas nas localidades com maior incidência de casos, entre outras recomendações.

Já a Secretaria de Saúde Pública do Estado do Pará, deverá promover a dispensação regular para os municípios de Marabá, Bom Jesus do Tocantins e Nova Ipixuna dos kits de teste rápido para diagnóstico da doença. Deverá ainda realizar o levantamento entomológico com a captura dos mosquitos palha, a fim de prever a situação atual da leishmaniose viceral nesses municípios, para fins de diagnóstico e controle da doença.

Recomendação Marabá

Recomendação Bom Jesus do Tocantins

Recomendação Nova Ipixuna

Compartilhe essa notícia

Compartilhar no facebook
Compartilhar no google
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no email
Compartilhar no whatsapp

Tags

Veja também

Fechar Menu