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S.O.S. CARAJÁS: Com 1.500 novos desempregados em janeiro, região beira o caos

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Janeiro raiou e, com ele, a esperança de tempos melhores, diante de um cenário de crise financeira que assola todos os municípios do Brasil. Novos prefeitos, novos velhos prefeitos, velhos novos prefeitos e prefeitos nem tão novos assim prometeram demais nos palanques, em tempos de arrocho, e a fatura começa a ser enviada a cada município em forma de pressão social. Na região cuproferrífera de Carajás, a situação é desesperadora. E nem as águas de março, passados 60 dias do ano, vão dar jeito.

Composta pelos municípios de Marabá, Parauapebas, Canaã dos Carajás e Curionópolis, a região cuproferrífera — que compreende as localidades produtoras de cobre e ou ferro — botou na rua cerca de 1.500 novos desempregados, que vão engrossar o grito por emprego junto aos quase 100 mil que a região já acumula.


Com aproximadamente 525 mil habitantes em 2017, um de cada cinco moradores desse pedaço do sudeste paraense é trabalhador desempregado. Tal proporção é cruel demais para uma das regiões que mais exportam no Brasil e responsável por manter ainda de pé razoável parte do superávit nacional.

O vexame estatístico por que passam esses municípios não estaciona apenas nos números brutos: de acordo com dados divulgados na tarde de sexta-feira (3), pelo Ministério do Trabalho e Emprego, por meio de seu Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), três dos 100 municípios brasileiros que mais demitiram trabalhadores com carteira assinada neste início de ano são daqui, de uma das regiões mais ricas do Brasil. É um contrassenso que está para além dos números do Caged, base de dados cuja sigla, segundo fofocas, já pode ser trocada por “CaosGed”.

Reportagem: André Santos – Colaborador do Portal Pebinha de Açúcar

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