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Secretário de Educação quer tornar Parauapebas polo universitário

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O titular da Secretaria Municipal de Educação (Semed), Raimundo Oliveira Neto, vai lutar para tornar Parauapebas um polo universitário, com os mais variados cursos, para que jovens do município não precisem deixar sua terra natal para estudar fora. Com esse ideal, ele esteve em visita ao Centro Universitário UnirG, no Tocantins, para conhecer a instituição pública municipal que há três décadas faz da cidade de Gurupi um caso de sucesso em educação e desenvolvimento social na Região Norte.

Na tarde desta segunda-feira (19), Raimundo Neto se encontrou com a reitora da UnirG, Lady Sakay, o presidente da Fundação UnirG, Antônio Sávio Barbalho, e demais representantes da instituição para conhecer o funcionamento do Centro Universitário. Os líderes acadêmicos abriram as portas da instituição para que o secretário pudesse entender a universidade pública municipal que funciona com personalidade jurídica de direito público.


Vale ressaltar que representantes de Parauapebas, em outras gestões, até chegaram a andar por Gurupi, a fim de conhecer a UnirG, mas não houve qualquer devolutiva à sociedade sobre a viagem. Agora, o secretário traz informações importantes que podem consubstanciar a alavancagem de um modelo municipal de polo universitário.
“A viagem foi muito produtiva e, embora não tenha sido possível visitar tudo e levantar informações sobre toda a estrutura, já tenho noção de que podemos transformar Parauapebas em um polo dinâmico que atraia jovens estudantes até de fora do Pará”, comunica Raimundo Neto. De acordo com ele, a UnirG cobra mensalidade, e as mensalidades são a maior fonte de receita da Prefeitura de Gurupi, superando linhas importantes como a cota-parte do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

“Gurupi arrecada quase R$ 60 milhões apenas com mensalidades em seus 16 cursos. Sua maior despensa é com pessoal, cuja folha chega a R$ 43 milhões. É uma universidade extremamente enxuta e com operacionalidade viável”, explica, dizendo-se animado com a possibilidade de implantar algo do tipo em Parauapebas, por meio de parcerias. “Vamos apresentar essa ideia ao prefeito Darci Lermen e mostrar a ele que podemos transformar Parauapebas num centro universitário de sucesso. O Darci é um entusiasta da ideia de que possamos transformar Parauapebas num centro universitário de excelência”.

EDUCAÇÃO GERA DESENVOLVIMENTO

A reitora Lady Sakay, doutora em Educação, ficou orgulhosa de ter sido procurada por representantes de Parauapebas e declarou que a UnirG é uma das molas propulsoras da economia sul-tocantinense. Depois que se consolidou como polo universitário, nos anos 2000, Gurupi rompeu com o isolamento geográfico e viu seu Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) disparar, tornando-se o 3º maior entre todos os 450 municípios.
“Estaremos sempre de portas abertas para compartilhar nossas experiências. Temos lutado dia a dia pela promoção do desenvolvimento social no Tocantins, fazendo uso da educação como pilar”, destaca. Sakay informou que a UnirG vai deixar de ser Centro Universitário para tornar-se Universidade e que, com isso, poderá expandir seus horizontes para além dos domínios de Gurupi. “O Pará nos desperta muito interesse, e criar raízes Parauapebas seria uma experiência interessante para nós”, anseia.

Na visão de Sávio Barbalho, presidente da UnirG, Parauapebas possui grande potencial para expansão de ensino superior à espera de acontecer. Essa característica abre possibilidades para a consolidação de um polo acadêmico que atraia tanta gente quanto a UnirG. “Vocês estão dando o primeiro passo, que é procurar alternativas econômicas que estejam além da mineração. E o investimento em educação é o caminho”, indicou, elogiando o secretário Raimundo Neto por estar sensível à causa.

MENSALIDADE

Se a UnirG é uma universidade pública municipal, como então é possível cobrar mensalidade? A resposta é simples. Ela — assim como outras 57 instituições de ensino superior municipais espalhadas pelo Brasil — é uma instituição pública criada no ano de 1985, portanto, anterior à promulgação da Constituição Federal de 1988. Então, pode cobrar mensalidade porque se mantém por si mesma, já que se paga por meio do valor de suas mensalidades. Ainda assim, a Prefeitura de Gurupi, por ser mantenedora, é quem se responsabiliza pela prestação de contas formal da instituição perante os órgãos fiscalizadores.

CURIOSIDADES

Em Gurupi, a UnirG é a instituição de ensino superior com o maior número de matrículas. São cerca de 5.000 estudantes espalhados em cursos de graduação e pós-graduação, mas o município também oferece cursos por meio da Universidade Federal do Tocantins (UFT) e do Instituto Federal do Tocantins (IFTO). Ao todo, são quase 30 cursos públicos no município, enquanto em Parauapebas não passa de dez, sendo apenas cinco com continuidade regular, ou seja, com vestibular anual.
Com 86 mil habitantes, Gurupi é praticamente duas vezes e meia menos populoso que Parauapebas, mas sua população universitária total é composta por 8.500 estudantes. Em Gurupi, de cada dez habitantes, um é universitário. Parauapebas possui não mais que 2.500 acadêmicos, juntando-se todas as faculdades públicas e particulares com cursos em funcionamento no município, inclusive a distância, de acordo com o Ministério da Educação (MEC).

Atualmente, em Parauapebas, apenas 6% dos jovens com idade entre 18 e 24 anos estão no ensino superior. Em Gurupi, esse percentual é de 24%, quatro vezes maior. “Esses exemplos que dão certo, que ajudam a dinamizar o crescimento econômico e, principalmente, o desenvolvimento social nos motivam a tentar preparar Parauapebas para o futuro. O desenvolvimento passa pelo investimento em capital humano, e o investimento em educação é, assim, decisivo”.

 

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