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Servidores da saúde também estão em “guerra” contra a Dengue em Parauapebas

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Mesmo em tempos de pandemias, tem serviços que não podem parar. Por isso, a Prefeitura de Parauapebas, por meio da Secretaria de Saúde (Semsa), continua trabalhando para combater a dengue. Os Agentes de Combate as Endemias (ACE) percorrem ruas da cidade conscientizando a população sobre os cuidados que devem ser tomados para prevenir a doença e eliminar o mosquito Aedes aegypti.

Desde o início deste ano, 38.179 imóveis foram visitados pelas equipes de ACE para controle de criadouros. No mesmo período, foram 2.409 quilômetros rodados com o carro de fumacê nas áreas com objetivo de eliminar o mosquito.


Medidas de proteção e prevenção

Para a realização do trabalho, os agentes de endemias estão mantendo todas as medidas de prevenção necessárias, utilizando os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e mantendo o distanciamento dos moradores, conforme recomendação do Ministério da Saúde.

Nos domicílios visitados, o morador identificado com qualquer sintoma respiratório (tosse, coriza, dor de garganta, falta de ar, febre), recebe orientação dos agentes para que busque atendimento nas unidades de saúde.

Máscara no rosto, repelente no corpo e vigilância constante. Com a extensão do período de chuva e mais pessoas em casa, devido às recomendações de isolamento social, a preocupação com o mosquito e especialmente com a dengue não pode ser deixada de lado. Deixar água parada pode criar mais um problema ao sistema de saúde, em meio ao cenário já complexo de combate ao novo coronavírus.

A ameaça constante das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti fica em segundo plano das preocupações diante do avanço da covid-19. Porém, o isolamento sem os cuidados já praticados antes contra o mosquito pode favorecer a proliferação do vetor, transmissor também da chikungunya e da zika, além de sobrecarregar o sistema de saúde.

Até março, Parauapebas registrou dois casos associados à dengue. O coordenador do Programa das Doenças Transmitidas pelo Aedes aegypti, Carlos Damasceno, lembra que o coronavírus é prioridade do momento, mas que não se pode baixar a guarda com as chamadas arboviroses. “Se a população não se atentar de forma geral, os focos de dengue se mantêm sempre ativos. Com a chuva que ainda não parou, há uma preocupação com a possível somatória de doentes e seu impacto sobre o sistema de saúde”, explica.

Embora sejam doenças causadas por vírus diferentes, o aumento do número de casos tanto da dengue quanto da Covid-19 faz com que o senso de coletividade seja maior, demandando um comportamento de reflexão para a sociedade.  “A pandemia do coronavírus é prioridade, mas não podemos deixar as ações de rotina. A população em isolamento deve aproveitar para rever em suas casas os possíveis locais com foco do mosquito e eliminá-los, para o poder do transmissor não aumentar”, alerta a Diretora da Vigilância em Saúde, Michelle Ferreira.

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