Confirmados
27.650
Recuperados
18.995
Óbitos
190

 Publicidade

Tempo passa, mas Parauapebas continua dependente da mineração e da Vale

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp

Em Parauapebas, passados 32 anos de extração ininterrupta, a Vale ainda contabiliza 2,43 bilhões de toneladas de minério escondidos debaixo da Floresta Nacional de Carajás, quase metade do que há nos blocos C e D do corpo S11, em Canaã, cuja reserva é estimada em 4,24 bilhões de toneladas do melhor minério do mundo. A recuperação média desse minério de pureza sem igual é de 100%, afirma a Vale, que ainda gerencia a Mina do Azul, de manganês, sua primeira operação a dar adeus em Parauapebas, no ano de 2029, de acordo com o relatório da empresa.

No momento, a preocupação dela é em produzir, mais e melhor (com eficiência e corte de custos). Em maio do ano passado, a empresa obteve licença ambiental para ampliar a mina de N5S. Essa licença respalda o processo de crescimento da produção do minério de ferro, especialmente para o plano de produção deste ano.


Do lado de cá, no sopé da Serra dos Carajás, o desemprego arde em chamas, mês a mês, e sequelas sociais graves, como o crescimento da violência, proliferam-se de modo a colocar o município e seu entorno como um dos mais mortais do país – título desonroso que lugar algum quer ter.

A urgência que se deve ter, diante das previsões da Vale, é quanto à diversificação da economia local, para enfrentar o período de queda de receitas (com royalties e impostos) quando a indústria extrativa findar seu ciclo. É preciso se antecipar aos fatos porque, também, a qualquer momento uma mina de Parauapebas pode deixar de ser viável para a Vale e pendurar as chuteiras, com a consequente demissão de trabalhadores, especialmente com a consolidação de S11D após a maturidade da mina em Canaã, cinco anos após sua entrada em operação, por volta de 2022.

O que ela fez no Mato Grosso do Sul, ao escrever “No nosso exame anual mais recente, verificamos que nossas reservas anteriormente informadas em Urucum e Corumbá não são mais economicamente viáveis com base nos preços previstos no longo prazo e consequentemente não estamos mais informando as reservas dessas minas”, pode repetir-se em Parauapebas. É bom ficar esperto.

Reportagem: André Santos – Colaborador do Portal Pebinha de Açúcar

Publicidade

Veja
Também