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TERRA DESPROMETIDA: Canaã dos Carajás é um dos 50 piores para emprego no Brasil

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Ele ainda não se livrou da ressaca do fim das obras civis do projeto S11D e segue demitindo de maneira exagerada. No primeiro mês deste ano, expulsou do mercado formal de trabalho 615 pais de família e é o 44º pior município brasileiro no ranking das demissões.

No Pará, apenas Altamira, com 659 desligamentos, e Belém, com 690, conseguiram demitir superar a “proeza” dele, Canaã dos Carajás, a “Terra Prometida” que alguns meses atrás, no pico das obras do S11D, posicionou-se entre os dez principais mercados de trabalho do país.


A virada negativa, que agora macula a imagem de “terra de oportunidade” meteoricamente apresentada por Canaã, é acompanhada por um disparate: enquanto demite às centenas, o município aparece nas estatísticas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) com 59,8 milhões de dólares exportados. Ocupa a posição de número 57 no Brasil e confere ao país um saldo maravilhoso de 53 milhões de dólares, o 34º principal da nação.

Mas esses milhões de dólares exportados, com os quais daria para fazer de Canaã a terra de promessas que se pensa ser, vão para a conta de apenas uma empresa, responsável por fazer fortuna e expandir negócios mundo afora, clarividente sinal de que está tudo certo, tranquilo e favorável no submundo numérico dos negócios, já que é conveniente a alguns em detrimento de todos.

E isso é tão latente que os próprios números do Caged atestam: no frisson da implantação de projetos bilionários, com pico em 2016, Canaã chegou a ter mais de 21 mil trabalhadores com carteira assinada, agora só tem 14 mil. É um drama vivido por ele e por todo o Brasil, mas que Canaã sente com mais força dada a dispensa de um volume muito grande de trabalhadores num curto período de tempo, no entremeio de uma população relativamente pequena.

Reportagem: André Santos / Colaborador do Portal Pebinha deAçúcar

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