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Trabalhadores da Vale continuam em estado de greve e podem parar as minas a qualquer momento

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Nenhuma das reivindicações constantes na Carta de Encaminhamento protocolada pelo Sindicato Metabase Carajás na administração da Vale no Rio de Janeiro foram atendidas. A carta foi entregue para a diretoria de recursos humanos da mineradora que ficou de examinar e marcou outra reunião na diretoria regional, em Carajás.

A reunião ocorreu na última quarta-feira (22), às 10 horas, quando se teve a confirmação que nenhum dos pontos seriam atendidos, o que motivou, segundo o presidente do Metabase Carajás, Raimundo Amorim, o popular “Macarrão”, a manutenção do estado de greve podendo parar todas as minas da Vale na região a qualquer momento.


Na carta protocolada na sexta-feira (17), na sede da Vale no Rio de Janeiro, o sindicato Metabase Carajás pedia:

1 – A imediata suspensão de quaisquer processos de desligamentos dos trabalhadores;

2 – A readmissão de todos os empregados desligados neste ano;

3 – A apresentação de nova proposta para a renovação do acordo específico que garanta manutenção e a evolução dos benefícios atuais;

4 – A solução imediata dos problemas de deslocamentos e tempo de permanência dos trabalhadores para o registro de pontos.

Macarrão recebeu a equipe de reportagem do Portal Pebinha de Açúcar e contou que a contraproposta da Vale não atende aos anseios da categoria e assegurou que não abrirá mão destes pontos. Na contraproposta da mineradora ela sugere um reajuste de 5% para compensar o corte dos 14º e 15º salários, percentual que ele diz não compensar a perda; dos trabalhadores de alto escalão que moram de aluguel foi cortada a ajuda de custos que consistia no pagamento da locação de imóveis para estes morar, em compensação foi proposto um reajuste de 2,5% no salário, mas Macarrão diz que este percentual também não cobre o valor do aluguel.

Sobre o problema de deslocamentos e tempo de permanência dos trabalhadores para o registro de pontos, a Vale propôs a redução na jornada de trabalho em tempo igual ao gasto para o registro do ponto; coisa que Macarrão diz não acreditar. “O corte destes benefícios bem como as demissões atingem toda a região que já sente a crise. Cabe à Vale achar caminhos para afetar menos quem não tem nada com o problema internacional que ela enfrenta”, diz Macarrão, ele conta ainda que a situação da Vale não é como divulgada pela sua presidência de noticia coisas boas, mas sim como é sentida pelo trabalhador, o que ele qualifica como “massacre”.

Macarrão conta ainda que viu na sede da mineradora, no Rio de Janeiro, manifestações diversas, entre elas dos atingidos pela mineração que acamparam na porta da sede da Vale para pedir atendimento de suas pautas.

Outro grupo que também está preocupado, e já se reuniu na sede da empresa, é dos acionistas da Vale que já pressionam a mineradora por causa da queda no valor das ações.

Outro lado:
A equipe de reportagem entrou em contato via e-mail com a Assessoria de Imprensa da mineradora Vale, em Carajás, para que a multinacional pudesse comentar sobre o assunto, porém, nossa equipe foi informada que “A Vale não comenta negociações em andamento com sindicatos”.

Reportagem: Francesco Costa – Da Redação do Portal Pebinha de Açúcar

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