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Trabalhadores demitidos paralisam obras no “Morro Alto Bonito”

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Cerca de 20 trabalhadores demitidos pela Qualyfast interditaram na manhã de hoje, 31, quinta-feira, a portaria de uma obra executada pela citada empresa. O motivo, segundo eles, é a demora no pagamento da rescisão do contrato que deveria ter ocorrido desde o dia 10 de março.

“Toda vez que a gente vem procurar pelo pagamento a resposta é sempre a mesma: não temos previsão, nem dinheiro em caixa para pagar”, denuncia Pablo Raniel, um dos trabalhadores que participa do ato. Ainda de acordo com o trabalhador a empresa não devia demiti-los sem fazer o respectivo pagamento evitando assim o atual problema. Ele conta que entre os demitidos todos são pais de famílias que, além de estar sem o trabalho, não tem dinheiro para mantê-las.


Outro agravante apontado por Pablo Raniel é a impossibilidade de fichar em outra empresa sem a conclusão da rescisão com a Qualyfast. “Temos contas a pagar e nelas correm juros, enquanto que nosso pagamento não vem com juro”, reclama Pablo.

Quem também estavam no local da manifestação eram os diretores do SINTCLEPEMP (Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Leve, Pesada e Mobiliária de Parauapebas), entidade que representa aqueles trabalhadores. A recomendação do diretor, Francisco Martins, era que os manifestantes liberassem a entrada para que os outros 250 trabalhadores entrassem ao canteiro de obras. “A empresa já garantiu que paga ainda hoje, além do mais esta greve não veio através do sindicato o que a torna ilegítima”, informou Martins, dizendo que seria bom que desse mais uma chance à empresa. Porém os manifestantes foram irredutíveis e mantém a interdição até que seja passado a eles os respectivos pagamentos. Trata-se da obra de construção de moradias do Projeto Habitacional Popular Alto Bonito, executada pela prefeitura de Parauapebas em parceria com o Governo Federal.

Outro lado

A equipe de reportagem do Portal Pebinha de Açúcar tentou conversar com diretores da Qualyfast, porém, não obteve sucesso. Por sua vez, a Assessoria de Comunicação (ASCOM) da Prefeitura Municipal de Parauapebas, nos enviou a seguinte nota: “A paralisação ocorreu na manhã de hoje, em virtude de atraso no pagamento dos trabalhadores.
Contudo, segundo a construtora Qualyfast, responsável pela obra, o pagamento será feito nessa sexta-feira, 1º. Os trabalhadores já retornaram aos seus postos de trabalho”.

Reportagem: Francesco Costa – Da Redação do Portal Pebinha de Açúcar

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