Um ano após assassinato de universitário em Parauapebas, família ainda espera respostas

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Acadêmicos dos cursos noturnos de Administração e Engenharia de Produção da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), Campus de Parauapebas, do qual Duane Silva Sousa cursava o 5º semestre de Engenharia de Produção, realizaram na noite da última, quarta-feira (17), um ato em memória da vítima da violência no município.

O corpo de Duane foi encontrado na noite do dia 17 de janeiro de 2017, com um tiro no rosto, nas proximidades do viaduto do Ramal Ferroviário do Projeto S11D, a cerca de 800 metros das margens da pista da Rodovia PA-275, na saída de Parauapebas para Curionópolis.


O ato em memória do universitário foi iniciado pelo professor Álvaro, que é Coordenador do Curso de Engenharia de Produção. Na oportunidade, estudantes dos dois cursos fizeram recital e cantaram músicas que expressam a saudade do colega que era muito querido por sua personalidade, calma e por ser atencioso. Duane deixou esse mundo muito jovem e cheio de sonhos.

As irmãs da vítima, Brenda Sousa e Janaíra de Sousa estiveram no ato representando a família e falaram da dor, saudade e da admiração que tinham pelo irmão. “Era o sonho dele cursar uma universidade federal. Ele já tinha conseguido várias bolsas em instituições privadas, mas era na federal que ele queria receber o título acadêmico”, comentou uma das irmãs.

A falta de segurança no trajeto, ausência de ações eficazes do Poder Público também foram explicitadas pelas irmãs da vítima que afirmaram: “Vocês alunos do noturno são muito corajosos, é admirável a determinação de vir todas as noites por essa estrada sem segurança e sem a certeza de chegar em casa intactos” e reforçou: “Vocês devem cobrar mais segurança, não esperem que as famílias de vocês passem pelo que estamos passando para tomar uma providência. Vimos que Guarda Municipal fez ronda alguns dias e depois sumiu, vocês não podem ficar à mercê”.

O ato foi encerrado com a oração que Jesus ensinou, o Pai Nosso, e durante todo evento, foi possível ver a comoção da família e dos colegas de curso e de faculdade que após um ano da morte de Duane, ainda esperam por respostas das autoridades em relação a morte do universitário.

 

Reportagem: Wenderson Costa / Repórter 30

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