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Vale aguenta ‘rojão’ com minério a preço de até 28,50 dólares

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Como S11D compensa os custos, seu start-up é fundamental, especialmente num cenário instável de preços. Aliás, esse é um dilema que o próprio S11D ajudará a embolar, uma vez que, ao se despejar mais minério na praça, o preço tende a cair. Na última sexta-feira (16), véspera do início dos trabalhos no complexo, o preço da tonelada do minério de ferro estava em 81,49 dólares para entrega imediata, mas analistas de bancos e de commodities anunciaram que o preço deverá cair para a média de 55 dólares em 2017, especialmente por causa do despejar de mais minério, como fará S11D. A Vale aguenta, sem que sua produção torne-se prejuízo, o preço até o piso de 28,50 dólares — o chamado ponto de equilíbrio de preços da mineradora (ou “break-even”).

Para minimizar os riscos e continuar a obter margem significativa a fim de cobrir despesas e dívidas, a Vale decidiu esticar seu rump-up em quatro anos, ou seja, vai aumentar a produção de S11D gradativamente até chegar ao pico de 90 milhões de toneladas por ano (Mtpa) em 2020. A produção comercial tem início em janeiro próximo, mas, neste momento, a capacidade máxima a ser atingida no raiar da próxima década é de 75 Mtpa por restrições logísticas. Mesmo assim, S11D deverá partir de algo em torno de 30 Mtpa ano que vem.


ROYALTIES

Com o preço do minério caindo ou subido, a Prefeitura de Canaã dos Carajás vai passar a viver tempos melhores. Nos próximos quatro anos, com o projeto retirando minério de ferro a plenos pulmões, a receita per capita da prefeitura será muito maior que a de Parauapebas. Em linhas gerais, os impostos, as taxas e as compensações advindos de S11D tornarão a Prefeitura de Canaã proporcionalmente mais rica que a de Parauapebas.

O próprio Governo do Estado estima faturar, por ano, cerca de R$ 60 milhões com taxas sobre as costas de Canaã. Já a prefeitura, considerando-se a média do preço do minério este ano, chegará a um pico de R$ 115 milhões apenas com royalties de mineração.

Por outro lado, passado o período de “estágio” de funcionamento da mina de S11D, que geralmente demora quatro ou cinco anos para se consolidar e mostrar ao mercado a que veio, o empreendimento vai concorrer diretamente com as minas de Parauapebas, as quais, segundo a Vale, têm data de exaustão prevista para 2034, conforme declaração da própria empresa na página 71 de seu Relatório Anual 2015 distribuído a investidores no primeiro semestre deste ano.

Reportagem: André Santos – Colaborador do Portal Pebinha de Açúcar

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