Vale e Povo Xikrin do Cateté comemoram 40 anos de relacionamento com acordo histórico

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp

No mês em que completa oito décadas, a Vale celebra 40 anos de relacionamento com o povo indígena Xikrin do Cateté e assina acordo histórico, que visa encerrar controvérsias de 15 anos. A companhia, que recentemente renunciou a todos os seus direitos minerários em terras indígenas, no total de 104 processos, quer inaugurar uma nova fase com os Xikrin, pautada pelo diálogo e construção conjunta.

A área da Terra Indígena Xikrin do Rio Cateté e as seis Unidades de Conservação que a Vale ajuda a proteger no Sudeste do Pará, ao lado do ICMBio, formam um maciço de 1,2 milhão de hectares de floresta conservada, o equivalente a nove vezes a cidade de São Paulo.


Para comemorar 40 anos de relacionamento, o presidente da Vale, Eduardo Bartolomeo, visitou a aldeia-mãe dos Xikrin do Cateté, no sudeste do Pará, na última quarta-feira (29/06). A Vale se relaciona com 13 povos indígenas no Brasil e esta foi a primeira vez que um CEO da empresa visita um desses territórios indígenas.

“Hoje estamos vivendo um momento de grande maturidade da relação, com muito respeito e confiança mútuos. A Vale está há quase 40 anos na Amazônia e celebrar um acordo como este, aqui na casa dos Xikrin, é histórico para a companhia, um divisor de águas, e que reflete interesses comuns. Somos uma empresa baseada na natureza e eles também. Vamos dar passos muito fortes daqui para frente com o objetivo de melhorar a vida e transformar o futuro juntos”, afirmou Bartolomeo.

O CEO da Vale visitou à aldeia-mãe dos Xikrin acompanhado dos vice-presidentes de Sustentabilidade, Malu Paiva, e de Ferrosos, Marcello Spinelli, além dos diretores do Corredor Norte, Carlos Mello, e de Operações de Metais Básicos do Atlântico Sul, Antonio Padovezi.

“Este acordo inaugura um novo capítulo da nossa história e é resultado de um longo processo de engajamento e diálogo, construído de forma conjunta e participativa. Queremos estreitar a parceria entre a empresa e os indígenas”, afirmou Malu.
O cacique Karangré, representante do Instituto Botiê Xikrin (IBX), comentou sobre a importância desse relacionamento para o seu povo: “Vamos continuar esta parceria com a Vale para preservar nossa cultura, nossa linguagem e a natureza. A floresta é fundamental para nós. Ela tem que ficar em pé, é nosso oxigênio. Fazemos caçada, plantios e cocar para fazer festas.”

Novo Marco
Em dezembro de 2021, durante o Vale Day, na Bolsa de Valores de Nova York, a Vale anunciou a sua Ambição Social, que tem como uma das metas colaborar com as comunidades indígenas vizinhas a todas as operações da empresa na elaboração e execução de seus planos em busca de direitos previstos na Declaração da ONU sobre os Direitos dos Povos Indígenas.

Outro marco importante dessa agenda foi o posicionamento da empresa contrário ao PL 191/2020, sobre mineração em terras indígenas, o que reforça seu entendimento de que todas as atividades que possam interferir diretamente nesses territórios devem respeitar rigorosamente o Consentimento Livre, Prévio e Informado (CLPI).

O apoio à saúde indígena é também resultado da longa parceria de quatro décadas entre a Vale e os Xikrin do Cateté. Somente nos últimos quatro anos, mais 3,5 mil atendimentos de saúde foram realizados nas diversas áreas da medicina para a população indígena no Hospital Yutaka Takeda, no Núcleo Urbano de Carajás, mantido pela empresa.

Todas as ações visam o etnodesenvolvimento, a valorização dessas populações, além da proteção às florestas. “A partir de 2018, intensificamos o olhar sobre a temática e revisamos nossa estratégia lançando uma nova política de atuação da Vale para povos indígenas, com o objetivo de ampliar o engajamento na pauta e de atuar com foco no registro e valorização da cultura indígena e no fortalecimento do seu protagonismo”, completa Camilla Lott, gerente-executiva de Gestão Social da Vale.

veja também