Single Posts
Confirmados
21.805
Single Posts
Recuperados

11.263
Single Posts
Óbitos
155

 Publicidade

Vale e sindicato rural se manifestam sobre confusão e agressões em Canaã

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp

A equipe de reportagens do Portal Pebinha de Açúcar teve acesso a um texto que está sendo divulgado em redes sociais, principalmente WhatsApp e Facebook, relatando uma suposta confusão que teria acontecido em Canaã dos Carajás, envolvendo uma empresa de segurança que presta serviços para a mineradora Vale e fazendeiros da região.

Confira abaixo a mensagem que está sendo divulgada:


“Na última segunda-feira 27, foi um dia de muita angústia para mim e todos os nossos familiares. Eu estava na fazenda do meu pai localizada na VP 12 (a propriedade faz divisa com o Projeto S11D) e na ocasião, ele e meu irmão saíram cedo junto com alguns trabalhadores para consertar uma cerca para impedir que o gado dele se perca em meio a área da Vale, já que a mineradora nunca cumpriu com o que a Justiça determinou que seria fazer a cerca em todo o ramal ferroviário. Então no local que meu pai estava trabalhando apareceram guardas questionando o que estavam fazendo, em resposta meu pai afirmou que estava solucionando o problema relacionado a saída do gado de sua propriedade e em seguida ligou para minha mãe levar os documentos para eles verem que a Vale está em dívida em relação as cercas, eles fizeram uma ligação e logo chegou mais um veículo com outros guardas somando 10 ao todo, encapuzados, com armas pesadas, spray de pimenta e facão. Eles chegaram espancando meu pai e rendendo todos os trabalhadores que ali estavam, meu irmão sem agüentar ver a covardia, partiu em defesa do meu pai, nesse momento juntaram vários homens para espancar ele, jogaram spray de pimenta neles,deram vários socos, chutes e coronhadas. Meu irmão chegou a ter convulsões de tantas coronhadas na cabeça, e mesmo assim eles não param, amarraram os dois e continuaram o espancamento e ainda os ameaçaram de morte, eles só pararam quando minha mãe chegou junto com minha cunhada e um sobrinho de 3 anos no local, agrediram minha mãe verbalmente e ameaçaram quebrar o celular dela. No desespero ela retornou para casa para me buscar e ligar para polícia, mais quando chegamos no local eles já tinham partido com meu pai e irmão, os demais trabalhadores saíram do local ainda rendidos sem poder olhar para trás, porque essa foi a ordem que deram, se alguém olhasse levava tiro. Ao chegarmos em Canaã fomos para a delegacia onde estavam todos, a imprensa fez a reportagem e na hora da entrevista meu irmão passou mal novamente. E foi hospitalizado. Só que lidar com uma empresa desse porte é bem difícil porque o país em que vivemos a corda sempre arrebenta para o lado mais fraco $. Então peço a todos que ajudem a minha família a fazer Justiça, a cobrar das autoridades que sejam justos. Vamos divulgar esse caso, por que essas pessoas não têm o direito de fazer tamanha covardia. Eu grito por justiça, não podemos admitir que eles abafem esse caso… Me ajude Canaã, me ajuda região”.

Vale e sindicato rural se manifestam sobre confusão e agressões em Canaã

 

Nota da Vale

Através de sua Assessoria de Imprensa, a mineradora Vale se posicionou oficialmente sobre o caso, confira a nota:

“A Vale informa que na última segunda-feira (27/2), por volta de 11h30, houve tentativa de invasão em área de propriedade da empresa, em Canaã dos Carajás, por um grupo de cerca de 10 pessoas, dentre eles, o proprietário de fazenda da região, Jorge Martins dos Santos.
A empresa esclarece que não procede a informação de que a equipe de segurança chegou ao local com truculência. A abordagem foi feita na tentativa de diálogo com as lideranças como demonstrado na imagem, quando a equipe foi surpreendida com a agressão física por parte dos invasores, fraturando o nariz do inspetor de segurança.
A equipe de segurança da empresa, em ato de legítima defesa contra a agressão e em desforço imediato, impediu a continuidade da invasão da propriedade. A Polícia Militar foi acionada e segue conduzindo o caso.
Sobre a alegação referente à cerca, a Vale esclarece que não procede qualquer pendência da empresa em relação ao assunto. A propriedade continha as devidas cercas e as mesmas já foram quebradas por cinco vezes, conforme boletim de ocorrência registrado na Policia de Canaã, mesmo com a placa de propriedade particular.
Cabe ressaltar que nessa última ocorrência do dia 27, o fazendeiro Jorge, tentava construir cerca a mais de um quilômetro além de sua fazenda, ou seja, dentro de propriedade privada da empresa.
Invasão de propriedade privada é crime previsto no Código Penal e o desforço imediato, direito previsto na legislação civil como ato de defesa da posse para impedir a continuidade da invasão”.

 

Nota de repúdio

Quem também se manifestou sobre o caso, através de nota foi o Sindicato dos Produtores Rurais de Canaã dos Carajás, veja:

“O Sindicato dos Produtores Rurais de Canaã dos Carajás repudia veementemente os atos de agressão física cometidos contra Jorge Martins dos Santos e Thiago Sales dos Santos.
O SICAMPO se solidariza aos Produtores Rurais agredidos.
A assessoria jurídica do Sindicato já foi acionada em total apoio aos agredidos.
Medidas administrativas e judiciais serão adotadas no sentido de punir os responsáveis.
Eventuais excessos havidos por funcionários serão de responsabilidade civil e criminal das empresas contratantes conforme determina a Lei:
Art. 932. São também responsáveis pela reparação civil:
III – o empregador ou comitente, por seus empregados, serviçais e prepostos, no exercício do trabalho que lhes competir, ou em razão dele;
Além de legislação criminal aplicável ao caso.
O SICAMPO sempre estará atento e vigilante a qualquer ato contra os direitos dos Produtores Rurais de Canaã dos Carajás”.

 

Publicidade

Veja
Também