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Vale não tem planos para Parauapebas a não ser ampliar exploração

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Funciona mais ou menos assim: o último que sair apague a luz. Quando a empresa lavrar a última “carrada” de minério daqui 18 anos e for embora, deixará um rastro de desemprego sem precedentes. A projeção populacional para a metade da década de 30 deste século visualiza 360 mil habitantes no município de Parauapebas, sendo 350 mil deles na área urbana – um incremento de praticamente 85% à atual população.

Hoje, a mineração realizada pela Vale emprega, com carteira assinada, cerca de 11 mil trabalhadores por aqui, os quais estarão desempregados com a conclusão das operações em Serra 6Norte. Atualmente, de cada dois trabalhadores na indústria extrativa mineral paraense, um está em Parauapebas.


Por outro lado, o número de desempregados vai crescer assustadoramente, e a Vale nada poderá fazer. Ela mesma tem um estudo na gaveta que aponta para a crise que se instalará na economia e nas finanças locais depois que partir. A dependência de Parauapebas à atividade mineral, no fundo, preocupa até a empresa, mas não da forma como preocupará a sociedade.

Hoje, há 13 mil pessoas desempregadas com mais de 18 anos, o equivalente a uma cidade inteira do tamanho de Curionópolis com cidadãos de cara para cima. Entre os adolescentes e jovens, na faixa de 15 a 17 anos, que em 2034 serão adultos em idade economicamente ativa, a taxa de ócio chega a 75,67%.

Apenas de 2015 para 2016, Parauapebas ganhou de presente 6.500 desempregados, um incremento de 100% sobre o que já tinha até o final de 2014.

Em 2013, ano em que o município começou com o maior exército de trabalhadores com carteira assinada de sua história, eram 49.800 – ou seja, eram mais pais de família no batente em Parauapebas que a população inteira de 4.912 municípios brasileiros. Agora, são 41.300 trabalhadores, o que mostra, lamentavelmente, que a força de trabalho está encolhendo, e as razões podem ser diversas, inclusive a impensável – até pouco tempo atrás – hipótese de diminuição da população local, que está indo embora atrás de oportunidades noutros lugares porque aqui se esgotaram.

Enquanto o desemprego avança a passos largos em 2016, a Vale simplesmente não tem linha de investimento para cá, apenas perspectiva de aumentar sua produção – e, por conseguinte, acelerar a exaustão das minas, cuja vida útil pode cair a 2030 com o aumento da lavra. Por aqui, a impressão é a de que se acabou o que era doce, pelo menos em termos de novos projetos ou investimentos com abertura de novas cavas.

Reportagem: André Santos – Colaborador do Portal Pebinha de Açúcar

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