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Versão de atentado de Júlio César narrada em reportagem no Fantástico é diferente da contada por testemunha

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Atentado ou armação? Esse é o questionamento que vem sendo feito nos quatro cantos de Parauapebas sobre o caso do baleamento de Júlio César, candidato a prefeito pelo Partido Republicano Trabalhista Brasileiro (PRTB), que devido a algumas circunstâncias vem deixando dúvidas e uma certa “pulga atrás da orelha” de muita gente.

Na manhã de hoje, segunda-feira (26), a equipe de reportagens do Portal Pebinha de Açúcar, entrou em contato com o Superintendente Regional de Polícia Civil, Delegado Thiago Carneiro, que por sua vez, informou que o caso segue sendo investigado pela Divisão de Homicídios de Belém.


A primeira versão do caso foi contada por um empresário que estava com Júlio César no momento do suposto atentado, identificado pelo prenome Cássio, entrevistado ao vivo um dia após o baleamento pelo repórter Vicente Pinheiro, da Rádio Arara Azul FM. “A gente foi cumprir um compromisso de agenda na região da Vila Carimã, de onde saímos por volta das 21h00, retornando para Parauapebas”, narrou o empresário, detalhando que, em uma altura do trajeto foram surpreendidos por um carro atravessado na estrada, estando três indivíduos.
Na sequência de sua narrativa, Cássio diz que, por estar em alta velocidade, por ter outro compromisso em Parauapebas, não conseguiu parar o veículo e logo em seguida jogou o carro para o acostamento, evitando uma colisão, momento em que ouviu os estampidos dos disparos vindos dos desconhecidos que estavam na estrada.

A hipótese apontada pelo empresário é de que seja ato criminoso com motivação política, já que Júlio César é candidato a prefeito de Parauapebas, tendo apoio de lideranças “bolsonaristas”.

 

Já na reportagem exibida no último domingo (25) no Fantástico, programa semanal da Rede Globo, o repórter narrou que o carro de Júlio César foi perseguido por três homens usando máscaras, e que estavam em um veículo na estrada da Vila Carimã. De acordo com o contido na reportagem, um dos “mascarados” efetuou vários disparos, tendo um deles atingido o tórax de Júlio César.

 

Polêmica

Para deixar o caso ainda mais polêmico, Gilson Fernandes, vice-presidente do PRTB em Parauapebas, gravou um vídeo e publicou em suas redes sociais, dizendo que o caso trata-se de “atentado fake”.

“Eu quero deixar bastante claro que a minha preocupação é unicamente com a verdade; uma vez que esse atentado foi cogitado por ele e outra pessoa que o colocou na política”, afirmou Gilson Fernandes, no vídeo, continuando a falar com firmeza que esse caso não tem relação alguma nem identidade com o que aconteceu com o então candidato à presidência da república, Jair Bolsonaro, afirmando sua preocupação por estarem usando isso para ganhar uma eleição.

 

 

Nesta segunda-feira (26), Júlio César realizou uma espécia de coletiva de imprensa, sem jornalistas de forma presencial e comentou sobre o assunto juntamente com o empresário que estava dirigindo o carro no dia do baleamento e uma intermediadora, como pode ser visto em baixo na íntegra.

O caso segue sendo investigado, agora pela Divisão de Homicídios, em Belém, mas, ainda não foi anunciado nenhum suspeito ou linha específica de investigação. Enquanto as investigações oficiais não apontam detalhes sobre o baleamento, as “pulgas” continuarão atrás das orelhas de muitas pessoas.

Reportagem: Francesco Costa  |  Portal Pebinha de Açúcar

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