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VIVA O AMOR! Marabá tem 91 mil “namoridos”; Parauapebas, 65 mil

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“Você não vale nada, mas eu gosto de você. Você não vale nada, mas eu gosto de você. Tudo o que eu queria era saber por quê. Tudo o que eu queria era saber por quê.” Esse refrão ingrato da canção “Você não Vale Nada”, interpretada pela banda Aviões do Forró e que estourou de carona na trilha sonora da novela “Avenida Brasil”, no ano passado, pode até parecer um tiro no ouvido, mas que a verdade seja dita: é a cara do remelexo dos “amores” bestiais que são firmados hoje em dia.

Nesta quarta-feira, 12 de junho, comemora-se o Dia dos Namorados. É o dia de quem está casado, enxodozado, embrechado, paquerando, ficando, servindo de amante, entre outras amarras consensuais até difíceis de listar em razão da gama. É também, como diz a música, o dia de quem “não vale nada”, mas que continua sendo gostado – e gostando da sacanagem.


No Brasil, 81.080.710 pessoas estão assim e muito mais. Nesse bolo, porém, existem os que, respeitosamente, dividem beijos, trocam carícias e se enrolam num único lençol. Os namorados casados brasileiros, por exemplo, formam um batalhão de 56.435.253 pessoas, mais que o dobro em relação aos 23.614.565 que já passaram pela experiência de compartilhar o mesmo teto, mas não gostaram e separaram-se.
Aqui no Pará, este 12 de junho guarda fortes emoções para 2.915.418 pessoas que estão unidas sentimentalmente, embora outras 815.056 já passaram por essa “fase”, mas parecem ter se arrependido.

Em Marabá, 91.190 pessoas trocam “juras de amor” seriamente (dizendo elas), sendo 48.634 habitantes casados de papel passado. Por outro lado, 25.731 cidadãos só querem mesmo ficar, nada de coisa mais séria. Em Parauapebas, os “namoridos” totalizam 64.810 indivíduos, 33.067 dos quais casados mesmo, ao passo que 15.946 habitantes já estiveram nessa condição para nunca mais – pelo menos, até o momento.

O município brasileiro com o maior número de casais é São Paulo, onde 4.664.324 habitantes formam par, trio, quarteto, poligamia ou bacanal do amor. É lá, também, onde há mais gente que não quer nada com nada: 1.504.863 paulistanos só querem “nhanhar” (como diria o devidamente sepultado grupo de axé Boquinha da Garrafa). Compromisso, que é bom, neca. Também está com o município mais populoso do país, São Paulo, o troféu de maior quantidade de solteirões: tem 3.614.682 pessoas de bobeira, reparando o “movimento”.

Belém é o maior reduto dos enamorados no Pará e o 11º do Brasil, com 535.039 pessoas usando um bambolê no dedo. A capital paraense sobe (ou cai?) para a 10ª colocação quando o assunto é gente solteira: são 452.064 belenenses que, no momento, evitam qualquer tipo de compromisso.
Em Marabá, o número de solteiros é de 126.565 pessoas (66.035 homens e 60.530 mulheres), enquanto em Parauapebas 83.180 seguem seu caminho sozinhas (43.215 homens e 39.965 mulheres).

$ E TOME AMOR $
“Hoje, cada vez que a gente se encontra, é bom demais. É tanta a loucura que você me faz. E tome amor, e tome amor, e tome amor no meu peito.” A letra da canção, de 2003, da banda Limão com Mel é clara, simples e objetiva: “tome amor”. Mas esse toma lá tem seu dá cá.

As pesquisas mostram que, atualmente, está cada vez mais difícil manter um relacionamento só à base do beijinho-beijinho, pau-pau, ou, pior ainda, do “eu te amo”. As mulheres, e sobretudo elas, já não acreditam mais em contos de fada, tampouco se deixam levar pelo papo do bom moço que lhe fará juras de amor eterno e de viver felizes para sempre. Uma ova.

Pesquisadores do Instituto Paulista de Sexualidade retratam que uma mulher independente, que more sozinha em seu próprio imóvel, tende a buscar um homem que também tenha tudo isso e mais alguma coisa, incluindo um carro melhor do que o dela. Hoje em dia, muitas falam abertamente que não querem andar de carro velho nem comer em locais simples. A macharada está rodada!

Nesta quarta, por falar nisso, o fogo da paixão vai turbinar as vendas até o final do dia. A expectativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é de que pelo menos R$ 2,12 bilhões sejam gastos de norte a sul do país, com presentes (roupas, calçados, perfumes, cartões, buquês, chocolates, mensagens fonadas) e saídas (ao parque, ao cinema, ao motel) para comemorar o Dia dos Namorados em grande estilo. A data é a quinta mais rentável do ano, depois do Natal, do Dia das Mães, do Dia das Crianças e do Dia dos Pais.

Em Marabá, que detém 0,09163% do consumo nacional, a estimativa é de que até o final do dia de hoje R$ 1.942.556 sejam gastos com mimos e paparicos pelos pombinhos. Em Parauapebas, onde o consumo representa 0,08261% do Brasil, ao menos R$ 1.751.332 devem ser queimados em bugigangas. É o amor se apossando de bolsas e carteiras para apimentar ($) ainda mais as relações.

Reportagem: André Santos

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