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Criança de 11 anos é atingida por tiro durante manifestação em Parauapebas

Populares de Parauapebas estão revoltados com uma ação truculenta que teria sido praticada pela Polícia Militar. Na tarde da última quinta-feira (27), alunos que participavam de uma manifestação em frente à Escola Municipal Antonio Matos Filho, no Bairro Nova Vida foram surpreendidos por policiais do Grupo Tático.

Os alunos estavam insatisfeitos com a situação em que se encontra a rua do estabelecimento de ensino e fizeram um protesto para chamar a atenção da imprensa local e autoridades competentes, com o objetivo de pedir o asfaltamento da rua Santa Maria.


Até a chegada do Grupo Tático da Polícia, a manifestação estava ocorrendo de forma tranquila, porém, o clima ficou bastante tenso quando o garoto Gabriel, de apenas 11 anos de idade foi atingido na testa em cheio por uma bala de borracha que teria sido disparada por um Policial Militar.

Populares registraram o momento da manifestação
Populares registraram o momento da manifestação

De acordo com informações repassadas à imprensa local pela mãe de Gabriel, apesar de ser aluno da escola, o garoto não estava participando da manifestação no momento em que foi atingido na testa por um tiro de bala de borracha. “Ele foi atingido por uma bala de borracha na porta da minha casa”, conta a professora Cidileia Martins, mãe de Gabriel. “Os alunos reivindicavam melhorias para a rua, que é um lamaçal. Meu filho vinha chegando em casa e foi atingido a milímetros do olho”, desabafa a mãe.

Por sua vez, Gabriel relatou que, no momento do tiro, o policial apontava a arma em sua direção. “Ele mirou pra onde eu estava. Tinha uma menina do meu lado e ele atirou, veio na minha mente para empurrar, e eu empurrei (a menina). Eu fiquei, e acertou o tiro em mim” disse o garoto.

Gabriel foi levado para um hospital do município, e recebeu alta após fazer exames. “Ele passou por especialistas, fez vários exames e, graças a Deus, não está com problemas no crânio. Vamos aguardar o inchaço diminuir para ver como está a visão dele”, conta a professora, que fez um boletim de ocorrência na Polícia Civil e aguarda a apuração do caso.

A mãe do menino acredita que o responsável deve ser identificado e punido. “Não estou aqui para acusar, mas eu acho que teve haver uma punição. Foi falta de responsabilidade. Uma manifestação que só tem crianças, dá para a polícia negociar, mas eles chegaram atirando”, critica.

Outro lado
A Polícia Militar informa que já foi determinada a abertura de procedimento apuratório por parte do 23º Batalhão PM, sediado em Parauapebas, afim de apurar as circunstâncias do fato citado e a responsabilidade dos policiais militares presentes na ocasião.

* Com informações do Portal G1

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