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Jovem tem corpo carbonizado em São Félix do Xingu

O estudante do curso de Letras, Fábio Júnior Silva, de 34 anos, foi assassinado e teve o corpo queimado no distrito de Nereu, distante 50 km do município de São Félix do Xingu, no sudeste do Estado, no último sábado. A suspeita dos amigos de Fábio é que ele tenha sido vítima de homofobia (aversão à comunidade  LGBTQIA+).

No dia do crime, o estudante teria participado de uma missa. O corpo dele só foi encontrado na manhã de domingo, ao lado de sua motocicleta. Fábio e o veículo foram carbonizados.


Em nota, o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) lamentou o assassinato do jovem: “Hoje, o Xingu está mais triste. Mais uma vida jovem foi tirada. Hoje no distrito de Nereu em São Félix do Xingu foi assassinado o jovem Fábio Júnior Silva, da Pastoral da Juventude de São Félix do Xingu. Nós que defendemos a Vida e lutam na prevenção contra o extermínio da juventude choramos a perda de mais um jovem. Pedimos vossas orações e solidariedade junto a família, a PJ e a comunidade de São Felix do Xingu nesse momento de sofrimento, perda e injustiça cometida”.

O corpo de Fábio foi transferido para o Instituto Médico Legal (IML) de Marabá, também no sudeste do Pará, para procedimentos de necropsia. O inquérito será conduzido pela Delegacia de São Félix do Xingu.

A vítima estudava na Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), por meio do programa Pronera, direcionado aos filhos de assentados. Fábio fazia parte da Pastoral da Juventude da localidade.

HOMENAGENS

Nas redes sociais, amigos e familiares do jovem prestaram homenagens em memória de Fábio Silva. Um cara incrível, que deixou um legado especial aqui na Terra, agora está diante do Nosso Deus! Triste saber que uma crueldade sem tamanho tirou você do nosso meio”, lastimou Casandré, amigo da vítima.

Que violência! Homens maus, cheios de ódio em seus corações. Podem até escapar da justiça da Terra, mas da de Deus, jamais”, escreveu Estelina Santos, outra amiga de Fábio. “Queira tanto que fosse mentira, dói no coração saber que nunca mais ouviremos você cantar na igreja, não veremos mais sua alegria”, emocionou-se Cristina Priscila, também amiga dele. A última foto de Fábio nas redes sociais foi postada no dia 2 de março deste ano. Até o começo da tarde, a publicação contava com quase cem comentários que expressavam admiração pelo jovem, saudade, revolta com o crime e gratidão pelos bons momentos vivenciados ao lado da vítima.

RECORRENTE

A menos de um mês, no dia 18 de fevereiro deste ano, outro crime ligado à homofobia, tirou a vida de Davi Silva do Amaral, de apenas 18 anos, em Santarém, no oeste paraense. Davi foi gravemente espancado no dia 14 de fevereiro e teve fraturas múltiplas na cabeça. Ele foi internado no Hospital Municipal de Santarém Dr. Alberto Toletino Sotelo, mas morreu quatro dias depois devido à gravidade dos ferimentos.Arisson Sá Pedroso, 24, confessou ser o autor do assassinato de Davi Amaral, 18, em Santarém. O jovem alegou que a motivação do crime foi homofobia. O assassino disse ficou com raiva da vítima, e que agrediu Davi após receber uma investida amorosa (cantada) do rapaz. Davi não teve chance de defesa.

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