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Período de promoções atrai clientes e mantém aquecimento do comércio

O aquecimento nas vendas de fim de ano chegou e agradou os comerciantes de Parauapebas, que mensuram tere sentido um aumento de pelo menos, 30% em relação ao mesmo período do ano passado. O reflexo foi sentido também nas contratações que, mesmo temporárias, melhoraram a vida de muitas pessoas, algumas delas conseguiram ser efetivada, saindo de vários meses de desemprego.

Foi o caso de Cleide Nunes, que, mesmo sendo auxiliar administrativa, aceitou a vaga de vendedora em uma loja de artigos para presentes onde diz pretender ficar. “Não pude escolher, pois, a coisa não estava favorável”, reconhece Cleide, dando conta que espera que este trabalho lhe abra as portas para conseguir voltar para sua área.


Dúvida dos consumidores – Foi a própria vendedora, Cleide Nunes, quem nos relatou o comportamento dos clientes na hora de escolher os presentes. Segundo ela, a tentativa de economizar foi grande e eles demoravam a se decidir em qual presente levar, optando sempre pelos de utilidades, porém, de preços mais em conta. “Nunca demoraram tanto para escolher, dando preferência para os unissex e com aparência de terem valores maiores; assim os importados foram os mais requisitados”, conta Cleide, mensurando que os preferidos foram os de preços populares que não passam de R$ 100.

Para quem tem muitos filhos e tem o hábito de comprar as “lembrancinhas” no Natal, a melhor dica foi sair às compras sem eles. Que o diga Fábia Cardoso, mãe de 5 filhos adolescentes que reconhece ter feito “malabarismo” para conseguir agradar a todos. “Eles vão ficando cada vez mais exigentes e, se depender da escolha deles, a gente contrai dívidas”, conta Fábia, detalhando que eles sempre escolhem eletrônicos e celulares mais modernos.

Na área de eletrodomésticos e eletroeletrônicos também foram sentidos acréscimos nas vendas de fim de ano, mas, inferior à área de presentes e objetos de usos pessoais como, por exemplo, roupas e calçados. “A população está ficando mais precavida e aprendendo a se planejar para esperar o período de menores preços. “Antes as pessoas se empolgavam e compravam no ímpeto do momento contagiado pelo ‘oba oba’ do fim de ano; agora tem esperado o início do ano quando sabem que tudo fica mais barato”, contou Cássio Alves, consultor comercial, alertando que dezembro não seja o melhor momento para comprar este tipo de produtos.

Período de promoção – De fato, janeiro é o período do famoso “saldão de balanço” quando lojas de todos os segmentos fazem as “promoções arrasadoras” anunciando redução de preços em grandes percentuais, o que tem atraído grande número de clientes às lojas. Mas, é preciso inteligência para entender se a promoção é real ou apenas no cartaz exposto na vitrine. As orientações do PROCON – Órgão de Defesa do Consumidor, é que se mensure o preço do produto fora da promoção e não apenas se deixe guiar pela versão da loja.

O período de promoção se dá pela baixa nas vendas, um período em que as pessoas esperam “ganhar fôlego” para retornar a vida normal após os gastos de fim de ano. “São viagens, festas, presentes e tantas coisas que comprometem o orçamento das pessoas”, explica o economista Valmir Cantanhede, alertando do perigo de muitas delas contraírem dívidas que podem dificultar as finanças durante o ano.

O uso do cartão de crédito diante das novidades e da empolgação do período festivo deve, segundo o economista, ser contido, pois, em caso de atraso, as taxas de juro são altas e podem virar uma bola de neve. Assim, segundo Valmir, é importante estabelecer limites dentro das possibilidades do orçamento, sempre gastando menos do que recebe. “Definir o que precisa e o que deseja. Assim, comprando apenas o que, realmente, precisa conseguimos reduzir em muito os gastos”, orienta o economista, dando a dica que, se possível, comprar à vista e sempre pedir descontos.

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