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Pipas são responsáveis por mais de mil interrupções no fornecimento de energia

As cidades onde mais houve registros deste tipo de ocorrência foram: Belém, com um total de 300 ocorrências, seguida de Santarém, com mais de 180 desligamentos e Ananindeua, que contabilizou mais de 100 ocorrências.

No ano passado, este mesmo período contabilizou um total de 970 ocorrências. Isso significa que em relação a 2014, houve um aumento de 17% nas demandas de falta de energia na concessionária, por conta da atividade. Quando a empresa contabiliza os meses de janeiro e junho deste e compara com o mesmo período do ano passado, o aumento desses casos é em torno de 15% em todo o estado.


A concessionária alerta que no ano passado, juntando os meses de janeiro, junho e julho, o número de interrupções motivadas por pipas na rede chegou a ser de 3372 ocorrências, o que significou milhares de pessoas sem energia por conta da ‘brincadeira’.

As pipas que ficam enroscadas nos cabos também representam custos para a Celpa. A empresa já contabilizou gastos de mais de 150 mil reais com ações de reparos para retirada das pipas da fiação, um valor que poderia ser investido em outras ações de melhoria do sistema elétrico.

O executivo da área de Operações da Celpa, Josino da Costa Neto, explica que a concessionária atua com medidas preventivas na rede para o período. “Já baseado nos anos anteriores, nós nos preparamos fazendo manutenções na rede, com o uso de afastadores nos cabos da rede, por exemplo e limpeza na rede. Mas é essencial o apoio da população para garantir que estes números de interrupções não cresçam ainda mais, sobretudo agora no mês de julho, quando a atividade se intensifica”, diz o executivo.

SEGURANÇA – O ato de empinar pipas ainda inclui o risco a vida da população, caso não sejam tomados os devidos cuidados e para evitar acidentes, a Celpa orienta que as pessoas empinem as pipas em campos abertos, com boa visibilidade e longe de fiação elétrica.

A concessionária destaca ainda que o cerol (mistura de cola com vidro moído, em alguns casos até com pó de ferro) pode potencializar os perigos. O produto é ilegal, mas ainda assim utilizado para dar maior força de corte à linha. A linha da pipa com cerol, ao entrar em contato com a fiação elétrica, também pode provocar um curto-circuito.

“As pipas engatadas na fiação elétrica jamais devem ser puxadas, pois o contato de cabo com o outro pode causar curto-circuito e descargas elétricas, podendo levar o cidadão a morte. Jamais devem ser utilizados Barras de ferro, trilhos de cortina, pedaços de madeira e outros materiais que são condutores de eletricidade, para retirar as pipas dos fios”, finaliza o executivo da área de Segurança e Meio Ambiente da Celpa, Alex Fernandes.

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