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Semsa realiza 1ª Roda de Conversa sobre sífilis

O evento foi realizado em alusão a 20 de outubro, Dia Nacional de Combate à Sífilis, momento em que foi realizada troca de experiências mediadas por especialistas das áreas de infectologia, obstetrícia, neonatologia, pediatria e clínica geral.

Uma delas, a obstetra Shirlei Albuquerque, falou a respeito dos riscos da doença na gravidez, sendo um deles o abortamento; ter o bebê morto dentro da barriga, o que também é chamado de natimorto; ou o bebê morrer no ato ou logo após o parto, nas primeiras 48 horas.


“Caso a criança sobreviva ao nascimento, é feito acompanhamento por equipe de saúde, mas, mesmo assim, pode ficar com sequelas tanto na primeira infância quanto na segunda”, resumiu Shirlei, orientando ser recomendado, para a segurança do bebê, que a mãe inicie o pré-natal tão logo receba o diagnóstico da gravidez.

Outra importante recomendação da obstetra é que toda mulher com vida sexual ativa consulte seu médico para exames de rotina para triagem de sífilis e outras DSTs como, por exemplo, HIV e hepatites.

A 1ª Roda de Conversa sobre sífilis garantida e sífilis congênita foi promovida pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), por meio da Rede Cegonha e da Coordenação de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST/Aids), nesta quinta-feira (25), no plenarinho da Câmara Municipal de Parauapebas.

O evento foi aberto a todos os públicos, notando-se participação de homens e mulheres de diversas idades. O que, na opinião de Gleice Reis, organizadora da Rede Cegonha, é positivo, pois todos podem ser multiplicadores da informação e assim fortalecer a luta contra a doença.

Gleice orienta que toda grávida em pré-natal precisa fazer o teste para sífilis, permitindo avaliar se precisa ser pedidos outros exames para iniciar, em caso de resultado positivo para sífilis, outros exames.

“Sempre orientamos que a sífilis é uma doença milenar, porém, atual. Prova disto é que em todos os meses são diagnosticados, pelo menos, 45 novos casos de sífilis em nosso município”, revela Gleice, qualificando este número como muito grave, o que ela diz ser motivador para a promoção destas rodas de conversas e trocas de experiências com os profissionais e com as comunidades.

Para combater, prevenir e tratar a doença, a rede municipal de saúde tem em suas unidades testes rápidos ou laboratoriais para sífilis, disponíveis a todos quanto precisar.

A sífilis só é transmitida de duas formas: por relação sexual ou transplacentário, que é da mãe para a criança.

Apesar de ser uma doença silenciosa, a sífilis se apresenta com sinais indolores, em forma de pequenas feridas nos órgãos genitais, que desaparecem rapidamente e voltam a aparecer.

“Por ser indolor, a pessoa ignora. Mas, posteriormente, traz lesões, principalmente nas mãos e nos pés, podendo, se não tratadas, evoluir para a forma terciária, acometendo o cérebro, o fígado e outros órgãos”, alerta Gleice, reconhecendo não se tratar de uma doença simples.

Um entrave na redução de casos da doença é, segundo Gleice, a resistência de vários homens que não querem fazer o tratamento, devido à ministração dolorosa de alguns medicamentos, mitos que, em sua opinião, precisam ser desconstruídos, para que os pais passem a dor e evitem a entrada dos recém-nascidos na UCIs tratando sífilis congênita.

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