Pesquisar
Close this search box.
Pesquisar
Close this search box.

PARAUAPEBAS: Divisão de Homicídios investiga morte de filho acusado de assassinar o pai

Na noite da última quarta-feira, 1, Haylan Araújo Alves, de 27 anos de idade, foi executado a tiros na área da sua residência na Rua do Sol, no Bairro Rio Verde, em Parauapebas, sudeste paraense.

Segundo informações, Haylan foi executado a tiros por um homem que estava em uma motocicleta de modelo desconhecido. Ele teria matado o próprio pai meses atrás a tiros, mas estava respondendo o processo em liberdade.

Polícias militares estiveram no local e encontraram um carregador de pistola .40 contendo sete munições. O caso segue sendo investigado pela Divisão de Homicídios da Seccional Urbana de Polícia Civil de Parauapebas e câmeras de segurança deverão ajudar elucidar o crime.

Homicídio do pai:

O crime aconteceu na Rua Sol Poente, Bairro Liberdade, próximo à Perimetral Norte, no mês de agosto, exatamente no dia dos pais.

Segundo o relato de testemunhas do crime, inclusive familiares, Haylan estava agredindo a esposa quando a mulher pediu socorro. Manoel Ramos foi atender aos pedidos de desespero quando acabou sendo alvejado e morreu na hora.

Reportagem: Márcio Alves  |  Portal Pebinha de Açúcar

Projeto “Rua de Lazer” abre programação dos 36 anos de Parauapebas

Um novo espaço para a prática de atividades diversas já está disponível para os moradores de Parauapebas: é a Avenida Perimetral Sul, entre as ruas Rio de Janeiro e 11, no bairro União. O local foi entregue oficialmente nesse 1º de maio, Dia do Trabalhador, pela prefeitura, em um fim de tarde recheado de muita diversão, lazer e entretenimento para centenas de famílias; sucesso de público, a Rua de Lazer evidencia o tema da campanha 2024 Parauapebas 36 anos. Mudando a vida das pessoas.

A prefeitura organizou a Rua de Lazer com a integração de várias secretarias municipais, como de Cultura, de Esportes, de Turismo, dentre outras. Na programação, plantio de mudas de ipê roxo, esportes radicais como o moto show, BMX, skate, patins, aulão de zumba, capoeira, exposição de carros antigos, distribuição de picolés e pipocas para as crianças, e também apresentações artísticas.

“Estou achando uma iniciativa linda, uma boa opção para a gente trazer a família, se divertir, conhecer mais sobre a nossa cultura. Fui convidada, pelo pessoal do Prosap, para plantar aqui também; está bem inclusivo, uma atividade bem variada”, avalia a técnica de segurança, Sabrina Mathierly.

 

Ao longo de seus 826 metros de extensão, a Perimetral Sul, localizada às margens do Igarapé Ilha do Coco, oferece espaços para a prática de caminhada, ciclovia, parquinho para as crianças, mesas de jogos, área de passeio, praça de convivência, estacionamento, áreas verdes e de zumba. Geane de Araújo esteve com os filhos Ramon, Rafaela e Gean na Rua de Lazer. Para ela, o “espaço é maravilhoso”.

“Estou gostando bastante e as crianças ainda mais. Muito bom esse espaço e todas essas atividades, tudo acontecendo ao mesmo tempo. Lembro dessa área cheia de mato, ninguém passava por aqui”, recorda a moradora do bairro Liberdade 1.

A lembrança de Geane de Araújo é reforçada pelas palavras do prefeito, Darci Lermen. “Para além de lazer, esse espaço é uma via importante, uma área que antes tinha riscos de alagamentos, tinha uma série de problemas, e com essa obra do Prosap, nós conseguimos parar grande parte dos alagamentos. Essa multidão que está aqui comprova que é uma obra que valeu a pena a gente fazer”.

De fato, a área já reflete na melhoria da qualidade de vida do mecânico, Gilson Souza. “Tinha muito problema de enxaqueca, comecei a fazer caminhada e praticamente zerei a minha dor de cabeça. Estou há seis meses fazendo caminhada e uma corridinha de leve. Esse espaço é muito importante para toda a comunidade, principalmente, para quem pratica atividade física. Eu não tomo mais remédio para enxaqueca depois que comecei a me exercitar”, relata todo satisfeito com adoção de novos hábitos.

Oportunidade

A Rua de Lazer também é vitrine para artistas e artesãos da nossa cidade apresentarem seus talentos e produtos. Um deles, o artesão Pedro Paulo: “esse espaço é muito bem-vindo. Fui convidado pelo Centro Mulheres de Barro para expor as nossas peças, nossos materiais de trabalho. Agradecemos essa oportunidade, pois é uma forma de divulgar o nosso trabalho, tanto o meu como também dos amigos artesãos que estão na luta”.

Integração

Construída pelo Programa de Saneamento Ambiental, Macrodrenagem e Recuperação de Igarapés e Margens do Rio Parauapebas (Prosap), a Perimetral Sul faz parte do conjunto de obras executada pelo programa naquela região que promove a integração dos bairros Rio Verde, União e Liberdade 1 e 2.

“É lazer, é entretenimento, é responsabilidade, é cuidado, é qualidade de vida, é mobilidade e integração. Essa é nossa missão: construir estruturas como essa e resolver outros problemas que traziam sofrimento aos moradores, como os alagamentos”, resume Cleverland Carvalho, coordenador de Projetos Especiais, Captação de Recursos e Gestão de Convênios da prefeitura, à frente do Prosap.

Operações da mineradora Vale empregam cerca de 60 mil pessoas no Pará

O Pará é o segundo estado com maior produção mineral do Brasil. Grande parte do montante vem de minas operadas pela Vale e Vale Metais Básicos. Atualmente, são cerca de 60 mil trabalhadores, entre próprios e prestadores de serviço mobilizados, desenvolvendo atividades de extração, processamento, expedição, manutenção e em projetos de expansão. Em Carajás Serra Norte, a paraense Taniria Ferreira, formada pela Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), comanda mais de 200 pessoas na área de terraplanagem.

Nascida em Parauapebas, no sudeste do Pará, Taniria se formou em Engenharia de Minas e entrou na Vale em 2017, como estagiária. De lá para cá, fez pós-graduação em Lavra de Minas, Geologia, Gestão e Transformação Digital, atuou como coordenadora de Confiabilidade, Planejamento/Controle e Processos de Perfuração e Desmonte e, hoje, atua como gerente na área. “Trabalhar na mineração é muito interessante, porque praticamente tudo vem daqui. O minério é a matéria-prima de um relógio até um avião. Assim, muito mais que uma carreira profissional, atuo em um setor base de bens e serviços que as pessoas precisam na vida, e isso me traz verdadeira satisfação”, conta a engenheira.

Além de Carajás Serra Norte, Vale e VBM operam cinco outras unidades no Pará. Considerando a Contribuição Financeira pela Exploração Mineral (Cfem) e três outros tributos, foram gerados aos cofres públicos do Estado, União e municípios o montante de quase R$ 26 bilhões nos últimos cinco anos. Nesta soma estão incluídos: Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS), Impostos sobre Serviços (ISS), Taxa Estadual de Fiscalização Mineral (TFRM), além da Cfem. Também nos últimos cinco anos (2019 a 2023), o total de R$ 43 bilhões foram investidos em compras com fornecedores locais (empresas com matriz e filial no Pará).

Nas áreas ambiental e social, os dispêndios (voluntários e obrigatórios) somaram R$ 3,7 bilhões nos últimos cinco anos. Uma das iniciativas foi a implantação do Centro de Controle Ambiental (CCA), possibilitando reforçar os monitoramentos e ampliar a atuação preventiva para maior proteção ao meio ambiente. Além de medições feitas por analistas em campo, foram adicionados sensores, tecnologias de transmissão e câmeras de alta resolução, que permitem o acompanhamento, também, em tempo real, de indicadores ambientais durante a atividade minerária.

Joserlândia, empreendedora em Parauapebas, com uma diversidade de produtos derivados do mel

 

Na área social, uma das linhas de investimento são projetos com recursos aplicados diretamente em comunidades. “O apoio da Vale veio com a entrega de caixas de abelhas, equipamentos de proteção, capacitação e assistência técnica. Muita coisa mudou para mim depois desse apoio. Comecei a empreender na área da apicultura”, diz Joserlândia Arruda, da Vila Onalício Barros, zona rural de Parauapebas.

Ela conta que “no início eram 100, 200 quilos de mel, e ano passado produziu 2 toneladas e 200 quilos”. A empreendedora comercializa hoje além do mel, vários derivados como favo, mel cristalizado, vela de cera, quadro de favo, sabonete esfoliante, hidratante e, ainda, um pão de mel cheio de sabor.

Regional de Marabá abre oportunidades de trabalho até dia 7 de maio para diversas áreas na unidade

Em Marabá, o Hospital Regional do Sudeste do Pará – Dr. Geraldo Veloso (HRSP), está com inscrições abertas até o dia 7 de maio para o processo seletivo de emprego. A iniciativa quer contratar profissionais qualificados nas áreas assistencial, administrativa e de apoio. As oportunidades contemplam diferentes níveis de formação, desde o ensino fundamental até o superior.

As vagas disponíveis são para Nutricionista e Farmacêutico que exige nível superior e conselho ativo de classe. Além disso, há oportunidades para Técnico de Enfermagem e Técnico de Laboratório que também requer registro no conselho de classe. Candidatos com ensino médio completo podem concorrer aos cargos de Agente de Portaria, Oficial de Manutenção e Escriturário, profissionais com ensino fundamental completo podem se candidatar à vaga de Auxiliar de Higienização.

Arthur Zanelli, coordenador do setor de gestão de pessoas do hospital, destacou que a unidade do Governo do Pará busca profissionais comprometidos com a qualidade do atendimento e que estejam alinhados com os valores e missão da instituição. “Estamos em busca de talentos que compartilhem da nossa visão de proporcionar um atendimento de excelência aos pacientes. Nosso objetivo é formar uma equipe coesa e dedicada, capaz de oferecer cuidados de saúde de alto padrão”, explicou.

O profissional também destacou, que o hospital está com cadastro de reserva aberta para enfermeiros que desejam fazer parte do banco de talentos da instituição. É desejável que os candidatos possuam pós-graduação na área, o que seria considerado um diferencial na seleção.

A unidade de saúde pública do Governo do Pará, é gerenciada há um ano pelo Instituto de Saúde Social e Ambiental da Amazônia (ISSAA), em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa).

Como se candidatar

Os interessados em fazer parte da equipe do Hospital Regional de Marabá, devem enviar seus currículos atualizados até o dia 07 de maio, para o endereço de e-mail: vagas.hrsp@gmail.com indicando no assunto a vaga de interesse. Pessoas com Deficiência (PCD), podem se candidatar as vagas.

Serviço:

O Hospital Regional Público do Sudeste oferece mais de 30 serviços, entre médicos e laboratoriais, proporcionados pela equipe multiprofissional, atuando com regime de porta-aberta para Traumatologia, uma das prioridades do atendimento. Também é referência em Oncologia com sala de Quimioterapia, Nefrologia com o Centro de Hemodiálise, e serviço de Hemodinâmica, que possui um dos equipamentos mais modernos do Brasil.

A unidade hospitalar conta com 135 leitos, dos quais 97 são para unidades de internação clínica e médica, e 38 para Unidades de Terapia Intensiva (UTI), estas com 20 leitos de UTI adulto, nove de UTI pediátrica e nove de UTI Neonatal, estrutura que possibilita atender pacientes em diferentes níveis de complexidade.

FESTA DO CAJÁ 2024: Município de Curionópolis comemora safra recorde

Mais uma ótima safra de cajá vem sendo comemorada em Curionópolis, na região de Carajás: no último sábado (27), agricultores de quatro assentamentos federais reuniram-se para a edição 2024 do festival em homenagem ao fruto.

A contar da estreia, a Festa do Cajá é organizada pelo escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater), em parceria com a Associação dos Pequenos e Médios Produtores Rurais do Leandro (Asprul) e com o apoio da Prefeitura e da iniciativa privada. Embora na maior parte do Pará use-se a denominação “taperebá” para aquele fruto azedinho amarelo, na região a significativa imigração nordestina criou o costume de chamar de “cajá”, consagrando o nome oficial do evento.

Por mais uma vez consecutiva, a décima, a sede, Vila Curral Preto, no Rio Sereno, movimentou-se com um público de mil pessoas sobretudo das comunidades Barreiro Cocal, Cachoeira Preta, Ipiranga e Sereno.

A programação diversa incluiu cavalgada, concurso de Miss Cajá e disputa de mais produtividade e de melhor catador.

Sucesso – A explicação para tanta celebração é que Curionópolis, famoso pelo garimpo de Serra Pelada, cada vez mais vem ostentando outro tipo de ouro: o extrativismo sustentável de árvores nativas de taperebá, na adaptação às paisagens até então dominadas pelos pastos da pecuária.

Na colheita atual, que começou em dezembro de 2023 e se estendeu até abril de 2024, foram cerca de 840 toneladas, o que representou um aumento de 5% em relação aos resultados do período anterior. A comercialização para as 35 famílias atendidas de forma direta pela Emater representou um faturamento da ordem de R$ 1 milhão.

De acordo com o chefe do escritório local da Emater, o técnico em agropecuária Raimundo Jorge Lima, a exploração racional do taperebá nativo é uma estratégia de segurança alimentar, geração de trabalho e renda e, ainda, preservação ambiental. “Uma das propostas de atendimento da Emater, por exemplo, é difusão tecnológica, com a possibilidade de as cajazeiras serem engendradas como cercas vivas das áreas de pasto e ferramenta de sombreamento para o gado”, comenta.

Outros esforços da Emater para a cadeia produtiva têm sido o incentivo ao plantio, além do extrativismo, e a catalogação das árvores existentes.

Experiência – Atendido pela Emater “desde sempre”, em palavras próprias, Rosalino Francisco Santana, de 60 anos, considera o cajá uma parte importante de seu Sítio Novo, onde trabalha também com cultivo de milho, mandioca e criação de gado. A família vende o que colhe do fruto para uma cooperativa de Parauapebas, município-pólo, e consome no dia a dia, na forma de suco.

“É muito suco aqui. Temos um bocado de árvores, muitas mesmo. Com certeza é uma atividade lucrativa e interessante pra gente. Com mais aproveitamento, mais apoio, o caminho é deslanchar”, relata.

A demanda mais imediata do agricultor em relação à cadeia produtiva é de uma agroindústria comunitária, para estocagem e processamento.

Reportagem: Aline Miranda

Deixe seu comentário