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Com prédio pronto há mais de 3 anos, IML de Parauapebas continua sem funcionar

Há vários anos os munícipes de Parauapebas, cidade que mais cresce no Brasil, 18,5% ao ano e também a cidade mais rica do Estado do Pará, sofrem com a ausência de uma unidade do Instituto Médico Legal (IML).

O que deixa os populares mais indignados ainda é o fato de há mais de três anos, um prédio que seria destinado para que fossem feitas as instalações do órgão, está abandonado, esperando apenas equipamentos e funcionários para de fato entrar em funcionamento.


Na tarde da última quarta-feira (29), membros do “Grupo Formadores de Opiniões” e da Associação de Imprensa e Comunicação de Parauapebas (AICOP), se deslocaram até o Cemitério Municipal de Parauapebas, localizado na Rodovia Municipal Faruk Salmen, e fizeram uma visita nas instalações do prédio do IML.
Na oportunidade, o grupo constatou que o prédio já precisa de reparos, tendo em vista que já era para estar em funcionamento, porém, por falta de compromisso das autoridades responsáveis, nem aparelhos e muito menos profissionais foram destinados para que o importante órgão pudesse entrar em funcionamento.

Em declarações prestadas à reportagem do Pebinha de Açúcar, Juvenal de Lima Freire, administrador geral do Cemitério de Parauapebas, afirmou que todas as instalações do prédio, bem como energia e água estão prontas, esperando apenas a instalação de maquinários e aquisição de profissionais. “Muitas famílias se queixam comigo sobre essa situação de ausência do IML, porém, lamento muito, mas, não posso fazer nada. Acho que está havendo falta de interesse dos governantes”, destacou.

Convênio não saiu do papel
Há mais de dois anos, a Prefeitura de Parauapebas, na gestão do ex-prefeito Darci Lermen assinou um convênio com o Governo do Estado para que o IML entrasse em funcionamento.
Pelos termos do convênio, a Prefeitura de Parauapebas deveria ceder um espaço físico, com estrutura e adaptações necessárias para a realização dos serviços de perícias criminais do Instituto de Criminalística (IC) e Instituto Médico Legal (IML), além de disponibilizar 26 servidores públicos, entre auxiliares de Enfermagem, motoristas, vigilantes, assistentes administrativos, peritos criminais e médicos para a qualificação e capacitação dos técnicos que iriam atuar no órgão, porém, nenhum desses projetos e convênios saiu do papel.

Papel do IML
O Instituto Médico Legal, mais conhecido pela sua sigla IML, é um instituto brasileiro responsável pelas necropsias e laudos cadavéricos para Polícias Científicas de um determinado Estado na área de Medicina Legal. É um órgão público subordinado à Secretaria de Estado da Segurança Pública.
Nos IMLs ou DMLs são realizados, além das autópsias, vários outros exames de corpo de delito e demais perícias como: exame de lesões corporais, exame de constatação de embriaguez ou intoxicação por substância de qualquer natureza, exame de constatação de violência sexual, exame de sanidade mental, exame de constatação de idade, exame de constatação de doença sexualmente transmissível, e todas as demais perícias que interessem à Justiça e que demandem a opinião de especialistas em Medicina Legal.
Infelizmente quem precisa desses serviços nos municípios de Parauapebas, Curionópolis, Eldorado do Carajás, Canaã dos Carajás, entre outros, tem que se deslocar para Marabá, gerando além de transtornos, prejuízos financeiros.

Reportagem e fotos: Bariloche Silva – Da redação do Portal Pebinha de Açúcar

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