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Polícia

ITUPIRANGA: Operação prende policiais acusados de matar conselheiro tutelar

Realizada na última terça-feira (28) em Itupiranga, a operação “Novo amanhecer”, coordenada pelo Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), resultou na prisão de seis policiais por envolvimento no assassinato do conselheiro tutelar Rondinele Salomão Maracaípe, ocorrido em janeiro deste ano. Os policiais são suspeitos de integrar um grupo de extermínio que atua em diferentes regiões do estado.

As prisões foram realizadas em cumprimento a decisão da juíza de Itupiranga, Alessandra Rocha da Silva Souza, que acatou denúncia do MPPA e deferiu mandado de prisão preventiva e busca e apreensão em desfavor dos policiais Allan Douglas Branco Rodrigues, Elvis Fernandes da Silva, Francisco Silva dos Santos, Josafá Pinheiro da Silva, João Oliveira Santos Júnior, Jonas Cardoso Farias, Railson Oliveira da Luz, Rony Marcelo Alves Paiva e Welbertt Santana Silva. Ao todo são 7 policiais militares e 2 civis. Todos são lotados em Itupiranga ou Marabá.

A operação contou com a participação da Corregedoria da Polícia Militar e de uma força policial tática de Belém. Dos nove denunciados, três já estavam presos. Os outros seis foram detidos nesta terça-feira. A maioria dos presos já foi encaminhada para um presídio em Santa Izabel.

Durante a ação foram apreendidos vários documentos e armas utilizadas pelos policiais. Entre os documentos foram encontrados cheques e notas promissórias, consideradas evidências de que os policiais eram contratados para cobrar o pagamento destes títulos. Em caso de não pagamento os alvos eram exterminados.

Segundo a denúncia do MPPA, no dia 11 de janeiro deste ano os policiais Josafá Pinheiro, João Oliveira Santos Júnior, Welbertt Santana Silva e Railson Oliveira Da Luz, membros de milícia organizada instalada em Itupiranga, assassinaram o conselheiro tutelar Rondinele Wagner Salomão Maracaípe com diversos disparos de arma de fogo e tentaram contra a vida de Jorge Edilson Ferreira da Silva, que foi atingido pelos tiros, mas sobreviveu. As vítimas estavam em uma moto, na Travessa Santo Antônio, região central de Itupiranga, realizando atividades profissionais quando foram abordados por um carro preto. Os policiais saíram do veículo e efetuaram os tiros.

Investigação da Promotoria de Justiça de Itupiranga indica que Rondinele Maracaípe foi morto por engano. O verdadeiro alvo dos assassinos seria o seu irmão, Ricardo Salomão da Silva, que estaria recebendo ameaças dos policiais por ter presenciado um homicídio supostamente cometido pelo grupo de extermínio.

Os denunciados são alvos de outros inquéritos que investigam homicídios na região. A denúncia do MPPA foi apresentada pelos promotores de justiça Arlindo Jorge Cabral, Paulo Sérgio Morgado Júnior, Cristine Magella Silva Correa, Jane Cleide Silva e Samuel Furtado Sobral. A operação realizada nesta terça-feira teve o apoio da juiza de Itupiranga, Alessandra Rocha da Silva Souza, dos oficiais militares Franklin Rossevelt e Benedito Tobias Sabbá e do delegado Marcelo Delgado Dias.

Reportagem: Fernando Alves

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