Publicidade

PRÊMIO: Minério do Pará custa 30 dólares acima do preço médio

A qualidade única do minério de ferro da província mineral de Carajás lhe confere benefícios que nenhuma outra commodity do gênero possui. De Parauapebas, Canaã dos Carajás e Curionópolis saem um produto cujo teor supera 66%, o que levou o mercado internacional de preços a criar uma espécie de tabela própria para atribuir valor ao recurso mineral genuinamente paraense. O minério é medido em toneladas métricas sem umidade.
O preço de referência para a cotação internacional tem por base o produto com teor de 62%, que é entregue no porto de Qingdao, na China. Ontem, quarta-feira (14), a tonelada desse minério de ferro foi cotada a 78,41 dólares.
Já a cotação do minério de ferro de Carajás, aqui no Pará, conhecido no mercado internacional pela sigla IOCJ, com teor de 65%, é vendido atualmente na China por em torno de 106 dólares a tonelada, diferença de quase 30 dólares em relação ao “produto normal” — um prêmio de praticamente 10 dólares para cada 1% de teor adicional.

CUSTO DE PRODUÇÃO


O minério de ferro do Pará também leva vantagem por ter um dos menores custos de produção no porto, considerando-se o conjunto mina, planta, ferrovia e porto, exceto os royalties. No final do ano passado, a mineradora multinacional Vale divulgou que o custo médio do ferro em suas operações gira em torno de 14,50 dólares por tonelada. Entretanto, cai a 11,20 dólares nas minas localizadas na Serra Norte, em Parauapebas.
Se for considerada apenas a mina S11D, na Serra Sul, município de Canaã dos Carajás, a empresa estima em 7,70 dólares. É o menor custo de produção do mundo.

Fonte: Assopem

Compartilhe essa notícia

Tags

Veja também

Fechar Menu