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REALIDADE CRUEL: Número de engenheiros diminui em 1.600; salários caem

O Brasil tem, atualmente, 3.489 engenheiros de minas no mercado formal (com carteira assinada ou vínculo estatutário no serviço público). É o quantitativo mais baixo desde o período do “boom” das commodities, em 2011.

Em 2012, o país chegou a ter um estoque de 5.088 engenheiros de minas ativo — ou seja, em cinco anos perdeu cerca de 1.600 profissionais, redução de praticamente um terço do estoque.


Com as demissões, ou para não ser demitido, os trabalhadores enfrentam novas situações para garantir o emprego, entre as quais a mais comum: a diminuição do salário e perda de benefícios.

Em 2017, a média de assinatura em carteira para engenheiros de minas variou bastante, notadamente pelo aumento da formalização de consultores horistas acompanhada da demissão de profissionais experientes com salários superiores a R$ 20 mil. Ainda assim, foi registrada a contratação de profissionais a peso de ouro, por até R$ 26.500 em Altamira (PA), assim como houve profissionais se sujeitando a receber R$ 1.200 por mês no interior do Ceará e do Maranhão.

No panorama estadual, a maior média ficou com São Paulo, no valor de R$ 13.639; a menor estava no Maranhão, com R$ 2.700. Aqui no Pará, a média salarial de novos empregados ficou em R$ 8.932,24, pouco acima da média de Minas Gerais, que ficou em R$ 8.872,39. Estados como Tocantins (R$ 4.400), Espírito Santo (R$ 4.465,14) e Rondônia (R$ 4.846,50) admitiram pagando menos que o piso recomendado pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea).

A perda de postos de trabalho de engenheiros de minas implicam, de maneira global, a diminuição de R$ 18,92 milhões em massa salarial.

Reportagem: Assopem

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